

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
As questões de 01 a 10 dizem respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-las
Mulheres adoecem mais, e muitas ainda não são ouvidas.
1 Quando observamos que cerca de 80% dos
diagnósticos de doenças autoimunes no mundo
pertencem a mulheres, esse dado indica um
problema relevante de saúde, ainda pouco
5 enfrentado com a devida profundidade. Doenças
autoimunes são aquelas em que o sistema
imunológico está desregulado e agride células do
próprio organismo. Há uma vasta gama de
doenças autoimunes que podem atingir vários
10 tecidos e órgãos. Essa diferença aparece de
forma ainda mais evidente quando observamos
patologias específicas. No caso
do lúpus eritematoso sistêmico, a proporção
chega a nove mulheres para cada homem. Um
15 padrão semelhante é visto na colangite biliar
primária e na doença de Sjögren, ambas também
com proporção de 9 para 1. Em um nível
intermediário, a esclerodermia afeta cerca de seis
mulheres para cada homem. Já doenças da
20 tireoide, como a tireoidite de Hashimoto, e a artrite
reumatoide apresentam proporções de cinco para
um e quatro para um, respectivamente. Por isso,
além de interpretar marcadores laboratoriais, o
trabalho clínico exige reconhecer que, por trás de
25 cada resultado, existe uma mulher tentando
sustentar sua rotina, seus planos e sua
identidade. A ciência nos mostra que o sistema
imunológico feminino é, por definição, mais
reativo. Geneticamente, a presença de dois
30 cromossomos X cria uma densidade maior
de genes responsáveis por regular a imunidade.
Embora o organismo tente equilibrar essa "dose
dupla" por meio da inativação de um dos
cromossomos X na maioria das células, muitas
35 vezes o que ocorre é um estado de prontidão
excessiva. Somado a isso, o estrogênio atua como
um combustível para as células de defesa. Essa
característica não é um "defeito", mas, sim, um
legado evolutivo. Historicamente, essa
40 "hiperatividade imunológica" foi o que permitiu à
mulher sobreviver a momentos de vulnerabilidade
extrema, como partos e grandes infecções em
contextos precários. O que acontece hoje é
que essa mesma força, que protegeu a espécie por
45 milênios, pode se voltar contra o próprio
organismo em um ambiente de estresse e
predisposição genética.
Fonte adapatada: https://www.cnnbrasil.com.br>Acesso em 01 de julho de 2026.
Considere o seguinte trecho retirado do Texto:
"Essa característica não é um ‘defeito’, mas, sim, um legado evolutivo. Historicamente, [...]” (linhas 37 a 39)
A respeito da classificação morfológica e da função desempenhada pelas palavras destacadas acima, assinale a alternativa CORRETA.
O vocábulo “Essa” atua como pronome demonstrativo ao retomar uma informação anteriormente apresentada; “evolutivo” funciona como adjetivo qualificando o substantivo “legado”; e “Historicamente” constitui um advérbio derivado por sufixação, indicando circunstância relacionada ao enunciado.
O vocábulo “Essa” exerce função de artigo definido, delimitando o substantivo “característica”; “evolutivo” atua como substantivo abstrato; e “Historicamente” é um adjetivo empregado em valor adverbial.
O vocábulo “Essa” é classificado como pronome relativo, estabelecendo relação de subordinação com o período anterior; “evolutivo” é um advérbio de modo; e “Historicamente” constitui uma conjunção temporal.
O vocábulo “Essa” é pronome indefinido, pois faz referência genérica a uma característica; “evolutivo” exerce função de verbo no particípio; e “Historicamente” corresponde a uma locução adverbial reduzida.
O vocábulo “Essa” é numeral adjetivo; “evolutivo” é pronome adjetivo; e “Historicamente” é substantivo abstrato derivado