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• Texto para as questões de 1 a 10.
Tradição x inovação qual geração tem o melhor trabalhador?
Vivemos um momento inédito no mercado de trabalho: pela primeira vez, diversas gerações coexistem nas mesmas empresas. Tradicionalistas (nascidos antes de 1945), Baby Boomers (1946-1964), Geração X (1965-1980), Millennials (1981-1996) e a Geração Z (nascida a partir de 1997) compartilham espaços, valores e rotinas profissionais.
Essa convivência intergeracional, embora rica em diversidade, também tem provocado tensões e exigido adaptações rápidas por parte de lideranças e organizações. A digitalização também acentuou as diferenças. Jovens nativos digitais, da Geração Z, adaptam-se rapidamente a novas tecnologias, preferem feedbacks instantâneos e têm uma expectativa de progresso acelerado na carreira. Por outro lado, profissionais mais experientes acumulam décadas de conhecimento tácito, resiliência e capacidade de planejamento de longo prazo.
O impacto prático dessas diferenças já é visível. Departamentos de recursos humanos vêm reformulando políticas para atrair e reter talentos de todas as idades. Programas de mentoria reversa, flexibilização de horários, home office, e capacitação digital são exemplos de iniciativas que buscam harmonizar o convívio e promover a troca de experiências entre gerações.
Mas os estigmas ainda persistem: jovens são vistos como impacientes e descomprometidos; veteranos, como resistentes à mudança. O futuro do trabalho será, inevitavelmente, plural. Organizações que souberem integrar diferentes gerações com respeito, abertura e inteligência emocional sairão na frente. Afinal, não se trata de escolher entre a experiência ou a ousadia, mas de reconhecer que o progresso nasce do diálogo entre o passado, o presente e o futuro.
Revista Vidi – economia sustentável – janeiro de 2026.
Marque a única alternativa que faz uma afirmação correta a respeito dos recursos de articulação textual e dos nexos gramaticais mobilizados na construção do texto.
O emprego do pronome demonstrativo “Essa” (2º parágrafo) constitui um recurso de coesão anafórica que sintetiza o panorama geracional descrito anteriormente, ao passo que a conjunção “embora” (2º parágrafo) estabelece uma relação de concessão que preserva a relevância da diversidade frente às tensões mencionadas.
O nexo “Por outro lado” (2º parágrafo) funciona como um operador de soma, cuja finalidade é agregar novos atributos positivos à Geração Z, corroborando a tese de que a agilidade digital é o fator preponderante para a eficiência laboral no cenário corporativo contemporâneo.
A locução “dessas diferenças” (3º parágrafo) exerce uma função referencial catafórica, visto que seu sentido só é plenamente depreendido a partir da enumeração das estratégias de gestão de talentos, como a mentoria reversa, apresentadas logo em seguida.
O operador argumentativo “Afinal” (4º parágrafo) introduz um segmento com valor de oposição, indicando que a integração entre o passado e o futuro representa um obstáculo à modernização das empresas que desejam liderar o mercado de trabalho plural.