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Assinale a alternativa em que a justificativa para a...

Pesquisa avança na identificação de novos alvos terapêuticos para tratar câncer de mama agressivo

Por Agência Bori



  1. O tratamento do câncer de mama triplo-negativo, uma das formas mais agressivas da
  2. doença, pode, no futuro, contar com terapias-alvo que atuem sobre o RNA. É o que aponta um
  3. estudo conduzido pelo Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, que identificou 28 moléculas
  4. com potencial para atuar como alvos terapêuticos. Os achados foram publicados no
  5. International Journal of Molecular Sciences e abrem caminho para estratégias mais
  6. direcionadas e personalizadas para tratar esses tumores durante o enfrentamento da doença.
  7. Para chegar a esses resultados, a equipe analisou mais de 350 artigos disponíveis em
  8. bases de dados internacionais e selecionou 35 estudos, publicados entre 2020 e 2025, para
  9. avaliação aprofundada. Os trabalhos incluídos utilizaram modelos experimentais in vivo para
  10. investigar a ação de diferentes tipos de RNAs não codificantes — moléculas naturalmente
  11. presentes nas células e responsáveis por regular a expressão de genes — com potencial
  12. terapêutico contra o câncer de mama triplo-negativo. Esses RNAs foram examinados quanto à
  13. capacidade de modificar características importantes do tumor, tanto em uso isolado quanto em
  14. combinação com outras abordagens.
  15. Ao todo, foram identificados 28 RNAs que podem ser modulados para suprimir o
  16. crescimento tumoral, inibir a formação de metástases e restaurar a sensibilidade a agentes
  17. quimioterápicos padrão. Segundo a autora do estudo, Luciane Cavalli, o achado é
  18. particularmente relevante porque a maioria dos casos dessa doença apresenta múltiplas
  19. alterações moleculares, o que dificulta a definição de alvos terapêuticos claros. “Por isso, além
  20. da cirurgia, o tratamento padrão costuma envolver terapias sistêmicas, como a quimioterapia
  21. citotóxica”, explica. “Embora seja eficaz, ela não age exclusivamente sobre as células tumorais,
  22. atingindo também células saudáveis e provocando diversos efeitos colaterais”, acrescenta.
  23. Ao destacar os RNAs não codificantes como possíveis alvos terapêuticos, o estudo,
  24. publicado em fevereiro de 2026, aponta para o desenvolvimento de abordagens clínicas mais
  25. precisas. “A utilização de diferentes terapias-alvo, de acordo com as características moleculares
  26. únicas de cada paciente, pode gerar menos efeitos colaterais e otimizar a resposta ao
  27. tratamento”, afirma Cavalli, reforçando o potencial de personalização dessas estratégias.
  28. De acordo com a pesquisadora, essas moléculas podem ser exploradas de formas
  29. distintas, dependendo do papel que desempenham no tumor. “Por exemplo, quando o RNA não
  30. codificante está presente em níveis elevados e favorece o crescimento tumoral, a resistência
  31. aos medicamentos ou a progressão da doença, uma das estratégias é bloquear sua ação dentro
  32. da célula”, explica. Para isso, podem ser desenvolvidas, em laboratório, moléculas capazes de
  33. “desligar” especificamente esse RNA, reduzindo seus efeitos pró-tumorais.
  34. Embora os estudos analisados ainda estejam em fase pré-clínica, ou seja, sem testes em
  35. pacientes, os resultados são considerados promissores. “Até que se tornem tratamentos
  36. disponíveis, essas estratégias precisam passar por diversas etapas de validação, incluindo a
  37. confirmação de eficácia e segurança, além da aprovação por órgãos regulatórios”, ressalta
  38. Cavalli. “A expectativa é que os RNAs com evidências mais robustas avancem para a avaliação
  39. clínica e, no futuro, contribuam para ampliar a sobrevida e as chances de cura das pacientes
  40. com esses tumores”, conclui.


(Disponível em: https://abori.com.br/saude/rnas-alvo-cancer-mama-triplo-negativo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa em que a justificativa para a acentuação das palavras retiradas do texto está INCORRETA.


A

As palavras “moléculas” e “citotóxicas” recebem acento gráfico por serem proparoxítonas.


B

A palavra “níveis” é acentuada por ser paroxítona terminada no ditongo crescente “ei” seguido de “s”.


C

A palavra “incluídos” tem acento porque o “i” tônico forma hiato com a vogal anterior.


D

O nome próprio “Pelé” recebe acento por ser oxítono terminado em “-e”.