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No texto, encontramos a expressão “pós quântica” escrita...

Agentes de IA e criptografia pós quântica são os temas da cibersegurança em 2026


Relatório da consultoria Gartner aponta impactos da inteligência artificial desde o código até a gestão de identidades. E alerta que criptografia atual já será vulnerável em 2030.


Luís Osvaldo Grossmann - 6 de fevereiro de 2026


A rápida expansão da inteligência artificial, o aumento das tensões geopolíticas, a volatilidade regulatória e a evolução das ameaças digitais vão moldar as principais tendências de cibersegurança em 2026, segundo análise da consultoria Gartner.

Relatório da empresa diz que líderes de segurança digital enfrentam um cenário de mudanças constantes, que exige novas estratégias de gestão de riscos, resiliência organizacional e alocação de recursos. Para a Gartner, a convergência desses fatores coloca as equipes de segurança diante de desafios inéditos e amplia a necessidade de governança tecnológica.

A principal delas é a expectativa em relação aos agentes de inteligência artificial, sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma. O uso crescente dessas ferramentas por funcionários e desenvolvedores amplia a superfície de ataque das organizações, especialmente com a popularização de plataformas no-code e low-code e do chamado vibe coding. Empresas precisarão identificar agentes de IA autorizados e não autorizados, estabelecer controles e criar planos de resposta a incidentes específicos para esses sistemas.

Outra mudança relevante envolve a volatilidade regulatória global, que tem transformado a cibersegurança em um risco de negócio direto. Reguladores em diversos países – Brasil inclusive – passaram a responsabilizar conselhos administrativos e executivos por falhas de conformidade, aumentando a pressão por estruturas de governança mais robustas e por alinhamento a padrões internacionais de controle e proteção de dados, incluindo requisitos de soberania digital.

O avanço da computação quântica também começa a entrar no planejamento estratégico das organizações. A consultoria Gartner projeta que, até 2030, a criptografia assimétrica atualmente utilizada para proteger sistemas e informações poderá se tornar vulnerável. A recomendação é iniciar desde já a migração para criptografia pós-quântica, reduzindo riscos associados a ataques do tipo “coletar agora, descriptografar depois”, que visam dados sensíveis de longo prazo.

No campo da gestão de identidade e acesso, a presença crescente de agentes de IA cria novos desafios para autenticação, automação de credenciais e autorização baseada em políticas para entidades não humanas. A consultoria recomenda que empresas adotem uma abordagem baseada em risco para modernizar seus sistemas de IAM, combinando automação e governança.

Por fim, o relatório aponta que a inteligência artificial generativa está tornando menos eficazes os modelos tradicionais de conscientização em segurança digital. Pesquisa da própria Gartner realizada em 2025 indica que mais de 57% dos funcionários utilizam contas pessoais de GenAI para tarefas de trabalho e 33% afirmam já ter inserido informações sensíveis em ferramentas não autorizadas. A recomendação é substituir treinamentos genéricos por programas adaptativos, com políticas claras de uso de IA e práticas de segurança incorporadas ao cotidiano das organizações.

Disponível em: https://convergenciadigital.com.br/seguranca/age tes-de-ia-e-criptografia-pos-quantica-sao-os-temas-da-ciberseg ranca-em-2026/ Acesso em: 06 fev. 2026.

No texto, encontramos a expressão “pós quântica” escrita sem hífen no título, e “pós-quântica” com hífen no 5º parágrafo. Sobre o uso ou não do hífen nesta expressão, conforme as regras ortográficas da norma culta da língua portuguesa, é correto afirmar que:


A

Ambos os usos estão corretos, e a diferença entre os usos se dá pela diferença sutil dos significados nas duas vezes em que a expressão é utilizada.


B

Apenas na primeira vez em que a expressão é utilizada, no título, está grafada conforme o padrão culto da língua portuguesa.


C

Os dois usos estão equivocados, uma vez que a grafia correta seria “posquântica”, sem hífen, mas tudo junto.


D

Apenas na segunda vez em que a expressão é utilizada, no 5º parágrafo, seu uso está adequado.


E

Ambos os usos estão corretos, uma vez que o uso do hífen é facultativo nas palavras compostas pelo acréscimo do prefixo “pós”.