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Ciência dos pênaltis▲ jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
01 É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
02 um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
03 no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
04 variáveis podem ter mais peso no resultado.
05 Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
06 série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
07 equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
08 cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
09 imediatamente.
10 Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
11 linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
12 os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
13 pênaltis e em que ordem.
14 Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
15 leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
16 o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
17 tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
18 trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
19 Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
20 eram australianos e brasileiros.
21 A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
22 variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
23 situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
24 momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
25 60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
26 vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
27 cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
28 cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
29 cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
30 lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
31 deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual é a sílaba tônica (sílaba pronunciada com mais força) da palavra “brasileiros”?
Bra-
-si-
-lei-
-ros.