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Texto 3
“Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!” QUINTANA, Mário. Espelho mágico. São Paulo: Globo, 2005. p. 105.
Nos versos acima, a construção de linguagem figurada configura:
Uma hipérbole, que exagera o grau de dificuldade real de se alcançar a felicidade
Uma metáfora, que sugere que a felicidade é sempre inatingível, mesmo com esforço contínuo
Uma comparação marcada pelo conectivo "tal e qual", que ironiza a incapacidade humana de reconhecer que aquilo que se busca já está ao alcance
Uma personificação, que atribui sentimentos humanos aos óculos do avozinho
Uma antítese, que contrapõe juventude e velhice como buscas opostas