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A concordância verbal e a concordância nominal estão em...

Leia o texto para responder às questões de 34 a 38.

O Brasil está envelhecendo, mas ainda não sabe onde vai morar

O Brasil está envelhecendo – e rápido. Em poucas décadas, o País deixou de ser majoritariamente jovem para ingressar numa transição demográfica profunda, que redefine não apenas políticas públicas, mas também a forma como pensamos cidades, moradia e qualidade de vida. Segundo dados do IBGE, atualmente a população entre 60 e 69 anos representa cerca de 16% dos brasileiros (mais de 31 milhões de pessoas). As projeções são ainda mais contundentes: em 2060, o Brasil deverá somar 73,4 milhões de idosos, com crescimento acelerado sobretudo entre aqueles acima dos 90 anos.

Esse novo desenho etário impõe desafios estruturais. Afinal, não se trata apenas de viver mais, mas de como viver melhor. O envelhecimento da população exige respostas que vão além da saúde e da previdência: passam necessariamente pela moradia. É nesse ponto que surge um debate ainda pouco amadurecido no Brasil, mas central no mundo desenvolvido: o da moradia pensada para o envelhecimento ativo.

Isso porque envelhecer com dignidade não é apenas um conceito abstrato. É um direito. De um lado, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o direito à moradia digna como um direito humano fundamental e estabelece princípios específicos para as pessoas idosas, baseados em independência, participação social, cuidado, autorrealização e dignidade.

De outro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça esse olhar por meio do programa Cidades Amigas do Idoso, que propõe lares e ambientes adaptados às necessidades físicas, sociais e emocionais da população idosa. Ou seja, a premissa é clara: envelhecer não deve significar isolamento, perda de autonomia ou exclusão da vida comunitária.

(Caio Calfat. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/o-brasil-esta-envelhecendo-mas-ainda-nao-sabe-onde-vai-morar/, 16.03.2026. Adaptado)

A concordância verbal e a concordância nominal estão em conformidade com a norma-padrão em:


A

Para 2060, faz-se projeções mais contundentes: o Brasil deverá somar 73,4 milhões de idosos. É necessário a atenção do governo e da sociedade em geral aos desafios estruturais decorrentes do novo desenho etário.


B

Há poucas décadas, o Brasil entrou numa transição demográfica profunda, e a maioria das pessoas não são mais jovens, o que reclama pensar princípios específicos para os idosos, baseados em sua dignidade e vida social.


C

Tanto a ONU quanto a OMS reconhece o direito ao envelhecimento com dignidade. É nesse ponto que surge uma discussão ainda pouca amadurecida no Brasil: a da moradia pensada para o envelhecimento ativo.


D

É imposto pelo novo desenho etário desafios estruturais. Não se tratam apenas de mais anos de vida, mas de como vivê-los melhor. Exige-se pelo envelhecimento que haja respostas para além da saúde e da previdência.


E

Hoje, existe lares e ambientes adaptados às necessidades da população idosa. Mas ainda há bastante pessoas idosas morando só, vivendo o envelhecer como isolamento, perda de autonomia ou exclusão da vida comunitária.