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A alternativa em que todas as palavras do enunciado estão...

Leia o texto a seguir para responder às questões de 12 a 15:


Uma sociedade violenta forma adolescentes violentos


Entender não é justificar, proteger não é passar pano e pensar não é relativizar o sofrimento de ninguém. Mas punir sem compreender é apenas reproduzir a violência que dizemos combater.

Não tem mistério. Uma sociedade mergulhada na violência cotidiana não tem como não gerar adolescentes tão violentos quanto as atrocidades que adultos cometem. Diariamente, manchetes de jornais, portais de notícias e redes sociais exibem cenas de agressão, linchamentos, brigas de trânsito, ataques verbais e físicos. O aviso de “Cuidado, cenas sensíveis” tornou-se rotina. O que antes causaria espanto hoje é consumido com naturalidade. A violência deixou de ser exceção e passou a ser a paisagem.

Vivemos em uma sociedade que responde a frustrações cotidianas com agressão. Discussões em filas, escolas, condomínios e redes sociais escalam rapidamente para violência verbal e física. Tudo é filmado, compartilhado, comentado. O algoritmo recompensa o conflito. O ódio gera engajamento. A agressividade vira linguagem corrente.

Essa cultura não surge do nada. Ela se retroalimenta. Crianças e adolescentes crescem imersos em um ambiente em que o conflito gera atenção, a agressividade gera visibilidade e a exposição gera recompensa. Não se trata apenas do que se vê, mas do que se aprende sobre como lidar com raiva, frustração e limites.

O cérebro adolescente ainda está em formação, sobretudo nas áreas responsáveis por controle de impulsos, empatia e tomada de decisão. Ao mesmo tempo o sistema emocional é altamente sensível a estímulos intensos. A exposição constante a cenas de violência – reais ou simbólicas – provoca um processo de dessensibilização. O choque diminui, a empatia se embota, o cérebro se anestesia.


(Carolina Delboni. Disponível em: https://www.estadao.com.br/emais. Adaptado)

A alternativa em que todas as palavras do enunciado estão empregadas em sentido próprio é:


A

Entender não é justificar, proteger não é passar pano e pensar não é relativizar o sofrimento de ninguém. (1º parágrafo)


B

Uma sociedade mergulhada na violência cotidiana não tem como não gerar adolescentes tão violentos... (2º parágrafo)


C

A violência deixou de ser exceção e passou a ser a paisagem. (2º parágrafo)


D

Não se trata apenas do que se vê, mas do que se aprende... (4º parágrafo)


E

O choque diminui, a empatia se embota, o cérebro se anestesia. (5º parágrafo)