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Pode ser transposto para a voz passiva o seguinte trecho da...

Atenção: Considere o início da crônica "História de amor" do escritor paulista Origenes Lessa para responder às questões de números 1 a 6.


José Pereira da Silva, que também poderia chamar-se Aluísio Lisboa ou João Silveira, via na praia a jovem Luizinha Arruda, que também se poderia chamar Yvete, Daniela ou Maria disto ou daquilo. O nome, de fato, não importa. Não foi pelo nome nem pelo sobrenome, que eles reciprocamente ignoravam, que o amor chegou. Foi pelo jeitão alto dele, pelo jeito redondinho dela. E pelos olhos: nela eram negros; nele, azuis. O primeiro olhar bastou. Parou o coração dela. Ele parou também. Não o coração, a marcha. Parou, voltou-se, acompanhou. Quando se viu seguida, Luizinha teve uma festa na alma. Quis fugir de contente. Quis morrer de alegria. Não sabia ao certo. E quando José Pereira da Silva falou – o nome ela saberia depois –, Luizinha Arruda – o nome ele conheceria mais tarde – ficou plantada no lugar, muda e feliz, tal a grande emoção que sentia. "Permite-me acompanhá-la, senhorita?" Nunca ninguém tinha recitado um poema tão lindo aos ouvidos de Luizinha. "Se faz gosto nisso..." Foi a mais linda canção que já ouvira, em toda a vida, José Pereira da Silva. E por duas horas, indo e vindo, ela ouviu poemas e ele ouviu canções. "Calor horrível, não?" "É verdade..." "Será que chove amanhã?" "Deus permita..." Afinal, trocados vários poemas e canções, eles marcaram encontro para o dia seguinte. Ao qual nenhum faltou, depois de uma noite recíproca de insônia e de deslumbramento. Vieram chás, passeios de ônibus, banhos de praia, sessões de cinema, pedido de casamento. José Pereira da Silva só esperava um aumento de ordenado para a consumação do matrimônio. Veio seis meses depois, de cem cruzeiros. Não era o que eles esperavam. Mas como o amor paira acima de tudo, os dois pombinhos, como bem podem imaginar, se casaram.


(Adaptado de: MELLO, Maria Amélia (org.). Um século em cem crônicas. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2025, 78-79)

Pode ser transposto para a voz passiva o seguinte trecho da crônica:


A

os dois pombinhos [...] se casaram.


B

O primeiro olhar bastou.


C

Quis fugir de contente.


D

O nome [...] não importa.


E

ele ouviu canções.