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Com base no trecho “degringolou com as redes sociais”, é...

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Q4657877
Teclas de Atalhos
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Ano: 2026
Prova: Quadrix - CREA RO - Assistente Administrativo - 2026

Texto para as questões de 1 a 8.

Escrever ainda é humano?

Um texto gerado por inteligência artificial (IA) é gramaticalmente correto, costuma ter alguma clareza e é eficiente. Com poucas palavras, é possível gerar um e-mail educado, uma publicação “viralizável” ou uma apresentação corporativa.

Não há tarefa textual que uma IA não aceite executar. Juntar palavras com base em probabilidade e fazer o resultado soar humano e coerente, afinal, é o que esses sistemas foram projetados para fazer. Isso inclui revisar, editar, sugerir, pesquisar ou criar algo do zero.

Quanto menor é a intervenção humana, mais evidente é a origem. Alguns formatos argumentativos já são tão comuns quanto cansativos. Há também expressões que não saem da boca dos robôs: uma mudança “silenciosa”, um processo “invisível” e um problema sempre “oculto”. Isso sem falar na insistência por alguns recursos estilísticos, como o excesso do uso de travessões.

Uma publicação da revista Nature sugeriu que estaríamos diante de uma “padronização” ou “pasteurização” da escrita humana, que influencia também quem não usa IA. A lógica é a de que a repetição torna determinadas expressões socialmente aceitas, levando as pessoas a reproduzi-las.

Além da forma mais direta de copiar e colar um texto completamente gerado por uma IA, a produção com essas ferramentas assume formatos variados. Há o texto feito pela inteligência artificial a partir de alguns comandos e depois editado e adaptado pelo usuário, e também existe o contrário: o rascunho humano lapidado por ela.

O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues define a produção das máquinas como uma antiliteratura, o oposto da arte feita com palavras. O autor também avalia que máquinas não produzem arte, mesmo que romances feitos por robôs enganem leitores menos exigentes.

O professor Cal Newport, da Georgetown University, chama o momento atual de uma “crise cognitiva”, que começou com interrupções constantes de e-mails e mensagens, degrading com as redes sociais e agora se aprofunda com a IA. O resultado é que conseguimos pensar com cada vez menos profundidade e manter a concentração em algo. Contra isso, uma das propostas dele é: escreva. Produzir um texto claro equivale a um treino mental, diz Newport, e não a um problema a ser eliminado.

Internet: <oglobo.globo.com> (com adaptações).

Com base no trecho “degringolou com as redes sociais”, é correto afirmar que um sinônimo adequado e contextualizado para a forma verbal “degringolou” é


A

fortaleceu-se, visto que a expressão indica o ganho de uma consistência estrutural no ambiente virtual.


B

estruturou-se, dado que o vocábulo sinaliza uma organização planejada a partir do impacto das redes.


C

estabilizou-se, pois o termo sugere que houve um equilíbrio nas interações após o uso das plataformas.


D

desenvolveu-se, já que a palavra aponta para um crescimento ordenado e positivo do processo.


E

deteriorou-se, visto que o verbo original denota a ideia de desmoronamento, de declínio ou de perda de controle.