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De acordo com Lajolo, “... continuam a ser lidos e...

Leia o texto a seguir para responder às questões 38 e 39:

A literatura, hoje, parece estádio de futebol em dia de final de campeonato: sempre cabe mais um, e tem até cambista vendendo ingresso para quem chega tarde. Mas há também, é claro, o setor das numeradas e das cadeiras cativas; pois a literatura de que falam os que resmungam continua viva, vai bem, obrigada, e até manda lembranças. Apenas não está mais sozinha em cena, está acompanhada e muito bem acompanhada! Ao lado dos romances esotéricos, da poesia de autoajuda, da ficção científica e do romance policial, continuam a ser lidos e apreciados os romances de antigamente, as novelas de cavalaria, os chamados clássicos, a poesia. Talvez venham dessas múltiplas faces da literatura os resmungos mal-humorados que zumbem em nossos ouvidos.

O que quer dizer que Homero (séc. IX a.C.), Dante Alighieri (1265-1321), Eça de Queirós (1845-1900) e Guimarães Rosa (1908-1967) escreveram, mesmo, coisas excelentes. Excelentes e distintas do que escrevem hoje os Titãs, Paulo Coelho, Rodolfo Cavalcanti e J. Grisham.

Mas diferente não quer dizer pior.

(Marisa Lajolo, Literatura: leitores e leitura. 2001, Adaptado)

De acordo com Lajolo, “... continuam a ser lidos e apreciados os romances de antigamente, as novelas de cavalaria...”. Conforme Massaud Moises (A literatura portuguesa, 1997), estas têm caráter tipicamente


A

medieval, inspiradas nas poesias de temas guerreiros, e circulavam entre a fidalguia e a realeza.


B

renascentista, inspiradas nas cantigas trovadorescas, e circulavam entre as pessoas mais simples.


C

barroco, inspiradas nas poesias líricas, e circulavam entre a nobreza e o povo.


D

renascentista, inspiradas nas poesias de humor, e circulavam entre os guerreiros e o povo.


E

medieval, inspiradas nas poesias religiosas populares, e circulavam entre a realeza e o povo.