

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Leia os fragmentos de poemas a seguir para responder às questões de 40 a 42:
Texto I
O anjo da morte pálido cosia
Uma vasta mortalha em Pirajá
.....................................................
Debruçados do céu... a noite e os astros
Seguiam da peleja o incerto fado.
.....................................................
As bandeiras – como águias eriçadas –
Se abismavam com as asas desdobradas
Na selva escura da fumaça atroz...
Tonto de espanto, cego de metralha
O arcanjo do triunfo vacilava.
.....................................................
Eras tu – liberdade peregrina!
Esposa do porvir – irmã do sol!
.....................................................
Um pedaço de gládio* – no infinito...
Um trapo de bandeira – na amplidão!
(Castro Alves, Ode a Dois de Julho. Em: Alfredo Bosi,
História concisa da Literatura Brasileira, 1997)
* espada
Texto II
Neste dia, sempre novo,
Entre os aplausos do mar,
Entre os ruídos do povo,
Vai a cidade falar...
Atriz majestosa e bela,
Falando só e só ela
Diante de duas nações,
Representa um alto feito
Que arranca braços do peito
De emudecidos canhões.
(Tobias Barreto, Dois de Julho. Em: Alfredo Bosi,
História concisa da Literatura Brasileira, 1997)
Em conformidade com as análises de Antonio Candido (Formação da literatura brasileira, 2000), assinale a alternativa em que o que se afirma é coerente, respectivamente, sobre o estilo de Castro Alves e sobre a métrica dos versos de Tobias Barreto.
A simplicidade formal dos poemas se contrapõe à grandeza dos fatos neles tematizados, por isso o poeta se vale de recursos retóricos para atender à sensibilidade popular. / O poeta vale-se de versos de dez sílabas poéticas, contrapondo-se à poesia clássica.
A poesia de contestação social expandiu-se em versos de sete sílabas poéticas, recorrendo à musicalidade para agradar à elite brasileira, ainda pouco interessada pela poesia. / O poeta vale-se de versos de sete sílabas poéticas, de natureza popular.
A representação exaltante da pátria ganha força aliando o verbo literário à música e à retórica, em uma expressão artística mais afeita à sensibilidade média. / O poeta vale-se de versos de sete sílabas poéticas, caros aos românticos.
O rigor formal e a retórica altamente distanciados do gosto popular dão origem a uma literatura contundente e hermética, voltada a leitores especializados. / O poeta vale-se de versos de doze sílabas poéticas, que são altamente musicais.
A liberdade formal, característica no Romantismo, ganha espaço em versos que tratam com grande impacto retórico da denúncia das desigualdades, e atende ao público menos letrado. / O poeta vale-se de versos livres e brancos, reiterando padrões do Parnasianismo.