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Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do...

Leia o texto para responder às questões de 11 a 16:

Respeito entre nações

A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. A cada quatro anos, ela transforma o futebol em uma linguagem comum, capaz de ser compreendida por pessoas de diferentes países, culturas, religiões e formas de vida. Em um mundo cada vez mais marcado por disputas políticas, desigualdades econômicas e demonstrações de preconceito e separatismo, a competição oferece uma rara oportunidade de encontro simbólico entre as nações. Dentro e fora dos estádios, povos que muitas vezes se conhecem apenas por estereótipos passam a se observar, torcer, admirar e reconhecer uns aos outros.

O futebol possui uma força especial porque combina simplicidade e emoção. Suas regras básicas permitem que crianças, trabalhadores, estudantes e idosos acompanhem o jogo com a mesma intensidade, ainda que vivam em realidades muito distintas. Durante a Copa, bandeiras, hinos e camisas nacionais expressam orgulho e pertencimento, mas também revelam a diversidade do planeta. O torcedor celebra sua própria identidade ao mesmo tempo em que entra em contato com a identidade do outro. Assim, a competição ajuda a mostrar que a diferença não precisa ser vista como ameaça: pode ser motivo de curiosidade, respeito e aprendizado.

Esse entendimento entre as nações não significa ausência de rivalidade. Pelo contrário, a Copa do Mundo é feita de disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas. No entanto, quando a rivalidade permanece no campo do jogo, ela se converte em uma forma civilizada de coexistência entre povos geográficos, culturais, historicamente distantes. Onde mais, não sendo em uma competição assim, é possível encontrar tunisianos e japoneses, belgas e iranianos, espanhóis e árabes, uruguaios e cabo-verdianos dividindo um mesmo espaço público? E conhecer histórias de atletas de países com os quais temos pouquíssimo contato — Jordânia, Curaçao, Nova Zelândia —, e ainda torcer por eles?

Seleções se enfrentam segundo regras aceitas por todos, árbitros medeiam conflitos, atletas se cumprimentam ao final das partidas e torcedores compartilham espaços públicos. A mensagem simbólica é poderosa: é possível competir sem destruir, defender a própria história sem negar a humanidade do adversário.

Por isso, o torneio tem valor para o entendimento entre as nações: ele mostra que a humanidade compartilha emoções básicas, como alegria, frustração, esperança e orgulho. Mostra também que as diferenças culturais podem conviver em uma mesma celebração global. Em tempos de fronteiras rígidas, crises diplomáticas e discursos de intolerância, o futebol recorda que o outro não é apenas rival, estrangeiro ou desconhecido; é alguém que também sofre, vibra e sonha. Nesse sentido, a Copa é uma metáfora do mundo possível: plural, competitivo, imperfeito, mas capaz de reconhecer no encontro entre povos uma oportunidade de respeito, diálogo e paz.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 22.06.2026. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do texto afirma o contrário da versão original.


A

... a Copa do Mundo é feita de disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas. (3º parágrafo)
→ ... a Copa do Mundo é isenta de disputas intensas, vitórias inesquecíveis e derrotas dolorosas.


B

A Copa do Mundo é muito mais do que uma competição esportiva. (1º parágrafo)
→ A Copa do Mundo vai além de uma mera competição esportiva.


C

... a competição oferece uma rara oportunidade de encontro simbólico entre as nações. (1º parágrafo)
→ ... a competição oferece uma oportunidade incomum de encontro simbólico entre as nações.


D

O futebol possui uma força especial porque combina simplicidade e emoção. (2º parágrafo)
→ O futebol possui uma força especial porque implica simplicidade com emoção.


E

... é possível competir sem destruir, defender a própria história sem negar a humanidade do adversário. (4º parágrafo)
→ ... é possível rivalizar sem destruir, defender a própria história reconhecendo a humanidade do adversário.