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Considere o seguinte verso do Texto II:“De repente do riso...

• Utilize o Texto II para responder às questões de 8 a 12.


TEXTO II

SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

Considere o seguinte verso do Texto II:

“De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma”.

Marque a alternativa que analisa corretamente o sentido próprio e/ou figurado empregado no verso.


A

A palavra riso foi comparada ao silêncio no intuito de promover uma visão contrastante no texto.


B

As palavras riso e pranto foram usadas no sentido literal, sem expressar uma transformação de sentimentos.


C

A palavra branco está unicamente associada à palavra bruma, pois busca destacar esse fenômeno da natureza.


D

A palavra bruma foi associada ao pranto por trazer a ideia de umidade e falta de visibilidade, tal qual os olhos ficam com as lágrimas.