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O autor do Texto II usa repetidas vezes a locução “de...

TEXTO II

SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

O autor do Texto II usa repetidas vezes a locução “de repente”. Considerando o estudo das classes de palavras, trata-se de uma:


A

Locução adverbial.


B

Locução verbal.


C

Locução adjetiva.


D

Locução prepositiva.