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A partir da reflexão teórica proposta por Tânia Carvalhal...

Texto VIII, para responder às questões de 30 a 32.


1 A crítica literária, quando analisa uma obra, muitas

vezes é levada a estabelecer confrontos com outras obras de

outros autores, para elucidar e fundamentar juízos de valor.

4 Compara, então, não apenas com o objetivo de concluir

sobre a natureza dos elementos confrontados, mas,

principalmente, para saber se são iguais ou diferentes. É

7 bem verdade que, na crítica literária, usa-se a comparação

de forma ocasional, pois nela comparar não é substantivo.

No entanto, quando a comparação é empregada como

10 recurso preferencial no estudo crítico, convertendo-se na

operação fundamental da análise, ela passa a tomar ares de

método — e começamos a pensar que tal investigação é um

13 "estudo comparado". Pode-se dizer, então, que a literatura

comparada compara não pelo procedimento em si, mas

porque, como recurso analítico e interpretativo, a

16 comparação possibilita a esse tipo de estudo literário uma

exploração adequada de seus campos de trabalho e o

alcance dos objetivos a que se propõe. Em síntese, a

19 comparação, mesmo nos estudos comparados, é um meio,

não um fim.


Tania Franco Carvalhal. Literatura comparada. São Paulo: Ática, 1986, p. 5-7 (com adaptações).

A partir da reflexão teórica proposta por Tânia Carvalhal no texto VIII e considerando a leitura dos textos VI e VII, assinale a alternativa correta.


A

É pertinente adotar a comparação como método analítico para mostrar ao leitor, por exemplo, que a literatura, em vários momentos da história, revela, por meio de recursos poéticos, problemas sociais, criando um espaço para a reflexão crítica.


B

Ao aplicar o método de análise comparada aos textos VI e VII, concluir-se-ia um trabalho de cotejamento pontual entre formas poéticas distintas, em contextos distintos. Ou seja, Gregório de Matos escreveu a respeito da sociedade brasileira do século XVII e Ferreira Gullar a respeito da sociedade brasileira do século XX.


C

A análise comparada, como método de estudo da produção literária, deve ater-se a níveis de estudo mais elaborados, como é o caso da educação superior. Não se deve propor nenhum tipo de estudo literário comparativo para estudantes da educação básica.


D

Analisando comparativamente os textos VI e VII, percebe-se que o texto VII é mais bem elaborado que o texto VI, pois seu autor demonstrou preocupação com aspectos formais; já o autor do texto VI não atentou para as questões relacionadas à forma do fazer poético.


E

Seria um equívoco submeter a leitura dos textos VI e VII a uma metodologia de análise comparada, visto que eles encontram-se em contextos históricos muito distantes e incomparáveis entre si.