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Leia os textos IV e V a seguir a fim de responder às questões 17 e 18.
TEXTO IV
Professora denuncia aluno de 15 anos por agressão em escola de SC: “Dilacerada”
Ela afirmou que levou socos de estudante na sala da direção. Polícia de Indaial vai instaurar inquérito
Por G1 SC 21/08/2017 18h09 Atualizado 21/08/2017 21h53

Professora postou fotos da agressão no Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
Uma professora de uma escola de Indaial, no Vale do Itajaí, registrou boletim de ocorrência na manhã desta segunda-feira (21) contra um aluno de 15 anos. Ela disse à polícia que foi agredida por ele com socos dentro da escola. A delegacia vai investigar o caso. O G1 não havia conseguido falar com a família do aluno, nem com a escola até a publicação desta notícia.
Em entrevista à NSC TV, a professora relatou que o soco foi "violento". "Um menino de 15 anos, alto, forte, um homem. Eu sou uma mulher pequena, uma mulher de 1,65 metro", contou, em áudio.
A agressão ocorreu por volta das 10h20 desta segunda, de acordo com o B.O. A professora disse à polícia que chamou a atenção do aluno por ele estar com o livro debaixo da mesa e, com o objetivo de fazê-lo focar mais na aula, pediu que ele colocasse a publicação em cima da mesa. Em seguida, o estudante ficou alterado e disse para a professora "se f...".
Diante disso, segundo o B.O., ela pediu que o aluno fosse para a sala da direção. Antes de ir, ele jogou o livro em direção a ela, na frente dos demais estudantes. Ao chegar à direção, o adolescente negou o ocorrido, exaltou-se e chamou a professora de mentirosa. Em seguida, deu socos nela, o que causou uma lesão no olho.
Fonte: http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/professora-denuncia-aluno-de-15-anos-por-agressao-em-escola-de-sc-sociedade-nos-desamparou.ghtml
TEXTO V
Alunos que brigam com colegas, professores que desrespeitam funcionários, pais que ofendem os diretores. Casos de violência na escola não faltam. Poucas escolas refletem sobre essas situações e elaboram estratégias para construir uma cultura da paz. A maioria aplica punições que, em vez de acabarem com o enfrentamento, estimulam esse tipo de atitude e tiram dos jovens a autonomia para resolver problemas.
Segundo Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e colunista da revista NOVA ESCOLA, “implementar um projeto institucional de mediação de conflitos é fundamental para implantar espaços de diálogo sobre a qualidade das relações e os problemas de convivência e propor maneiras não violentas de resolvê-los. Assim, os próprios envolvidos em uma briga podem chegar a uma solução pacífica”.
https://novaescola.org.br/conteudo/7844/conversar-para-resolver-conflitos/. Adaptado.
Embora sejam pertencentes a diferentes gêneros, pode-se dizer que os textos IV e V em destaque abordam o mesmo tema. Sobre eles, é correto dizer que:
O objetivo do texto IV é oposto ao do texto V, na medida em que, de forma sensacionalista, apresenta um fato com exagero em meio a opiniões sem embasamento legal.
O fato noticiado no texto IV se diferencia radicalmente da discussão presente no texto V, uma vez que este é movido pelo caráter de pessoalidade em relação às ideias que apresenta.
Enquanto o texto IV se vale do caráter referencial pelo viés noticioso ao expor o conflito, o texto V apresenta uma linha de discussão crítica sobre conjecturas que levem à solução do problema.
O único ponto em comum entre os dois textos é a forma estrutural como foram produzidos, já que ambos buscam se ater exclusivamente aos fatos, negligenciando quaisquer considerações a respeito do tema.
O debate aberto no texto IV diverge da intencionalidade do texto V, pois percebe-se neste uma passividade discursiva incomum quanto ao fato de se buscar uma solução para o problema mencionado.