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Em qualquer sociedade, os falantes ajustam sua maneira de utilizar a língua conforme a situação de comunicação, o tema abordado, o interlocutor e os objetivos da interação. Essa capacidade de adaptar a linguagem não significa abandonar a identidade linguística, mas ampliar os recursos expressivos para atender às diferentes demandas comunicativas. Assim, a convivência entre variedades linguísticas revela que a língua é dinâmica, heterogênea e socialmente compartilhada, permitindo ao falante selecionar registros mais ou menos formais de acordo com o contexto em que se encontra.
BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 39. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2019. Adaptado.
A leitura do texto permite inferir que o domínio da norma-padrão constitui apenas uma das competências linguísticas socialmente relevantes porque a comunicação eficaz depende também da capacidade de
selecionar formas linguísticas compatíveis com os padrões normativos socialmente prestigiados, uma vez que esses usos tendem a favorecer a clareza e a uniformidade dos processos comunicativos.
reconhecer que a adequação da linguagem resulta da articulação entre interlocutores, finalidade comunicativa e contexto de interação, permitindo a mobilização da variedade linguística mais pertinente à situação.
priorizar registros formais em interações institucionais, considerando que a variação linguística pode comprometer a objetividade e a precisão da mensagem em contextos oficiais.
ajustar as escolhas linguísticas às expectativas do grupo social com o qual se interage, ainda que isso implique relativizar a importância da norma-padrão como referência para a comunicação pública.
compreender que a diversidade linguística decorre principalmente das diferenças culturais entre comunidades de fala, sendo a adequação ao contexto consequência secundária desse processo.