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Na frase aquela risada descontraída e contagiante como as...

Instrução: As questões de números 14 a 20 referem-se ao texto abaixo.


Rir, um ótimo remédio


  1. Rir é um dos mais prazerosos comportamentos humanos, mas, até a Idade Média, ______ sérias
  2. dúvidas a respeito de suas eventuais qualidades positivas. Embora o filósofo grego Aristóteles
  3. reconhecesse que o riso é saudável – desde que originário de uma situação que não envergonhe outra
  4. pessoa –, seu antecessor Platão considerava que ele distanciava o ser humano da verdadeira sabedoria. A
  5. Igreja cristã medieval renegava o riso, alegando, tão somente, que Jesus não teria rido em sua vida terrena
  6. – pelo menos segundo os evangelhos.
  7. O tempo, contudo, foi diluindo essas resistências, e nas últimas décadas o riso começou a ganhar
  8. importância em termos de saúde. Hoje em dia ele é considerado benéfico em mais de 20 condições
  9. diferentes. Entre essas, é conhecida a história do professor e jornalista norte-americano Norman Cousins,
  10. que __________ graves complicações cardíacas seguindo à risca um programa no qual um dos itens
  11. fundamentais era assistir a comédias dos Irmãos Marx.
  12. Havia, porém, uma dúvida científica complexa: como separar o ato de rir de uma sensação geral de
  13. bem-estar na qual o riso estaria envolvido? O cientista inglês Robin Dunbar conseguiu esse feito
  14. recentemente e comprovou que o ato físico de rir faz mesmo muito bem à saúde.
  15. O riso – a resposta psicofisiológica ao humor ou a outros estímulos – exige bastante do corpo. Ele
  16. abrange contrações do diafragma, sons vocais repetitivos produzidos pelas câmaras de ressonância da
  17. faringe, boca e cavidades nasais, o movimento de aproximadamente 50 músculos (sobretudo ao redor da
  18. boca) e, em certos casos, até lágrimas.
  19. “O riso é, na verdade, uma coisa muito estranha, e é por isso que me interessei por ele”, diz
  20. Dunbar. Psicólogo evolucionário da Universidade de Oxford, ele se interessa sobretudo pelo riso social –
  21. não a gargalhada sinistra de um vilão de ficção ou o “riso polido” induzido por uma situação em que outros
  22. riem sem saber por que, mas aquela risada descontraída e contagiante como as deflagradas por comédias
  23. clássicas.
  24. Durban comandou uma equipe de pesquisadores em seis experimentos, cinco em laboratório e um
  25. em campo, nos quais era testada em voluntários a resistência à dor antes e depois de acessos de riso
  26. social.
  27. A dor era provocada de três formas diferentes: passando-se uma garrafa de vinho congelada no
  28. antebraço da pessoa, apertando-lhe muito o braço com um aparelho medidor de pressão arterial ou
  29. submetendo-a a extenuantes exercícios de esqui, até chegar a um ponto em que ela afirmava ser seu limite.
  30. Depois os voluntários passavam por testes e, em seguida, assistiam a trechos de comédias (como Os
  31. Simpsons e Friends), programas de conteúdo neutro (como um documentário sobre treinamento de animais
  32. e um especial sobre golfe) e outros de conteúdo positivo, mas incapazes de provocar risos (como filmes
  33. sobre a natureza).
  34. No experimento de campo, os voluntários foram levados a ver apresentações de stand-up comedy.
  35. Após essa etapa, os participantes eram novamente submetidos a testes. Em todos esses casos, foram
  36. feitos vídeos que documentaram quanto tempo os participantes passaram rindo.
  37. Publicados na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, os resultados
  38. comprovaram que rir aumenta a resistência à dor. De acordo com Dunbar, o esforço muscular que ocorre
  39. no ato de rir causa um aumento na concentração de endorfinas, neurotransmissores que deflagram um
  40. efeito de bem-estar na pessoa.
  41. Para o psicólogo inglês, o riso social se coloca, dessa forma, ao lado de outras atividades
  42. favorecidas pela evolução, como a dança e o canto.
  43. Todas elas ajudam a aproximar grupos, produzem endorfinas prazerosas e ___ na parte física um
  44. componente importante.
  45. “O riso é um mecanismo primitivo para unir grupos sociais”, explica Dunbar. Ele também está
  46. presente entre os primatas e, tal como os cuidados individuais, as carícias e a retirada de piolhos, ajuda
  47. esses animais a estabelecer e manter laços grupais. A pesquisa do cientista reforça ainda mais a ideia de
  48. que rir é um fator de grande importância na recuperação e na manutenção da saúde.
  49. “A terapia do riso deveria ter seu lugar como uma medicina complementar na prevenção e no
  50. tratamento de doenças”, confirma o médico espanhol Ramón Mora-Ripoll em um artigo recente na revista
  51. Alternative Therapies in Health and Medicine. “Acrescente o riso ao seu trabalho e à sua vida diária, lembre-
  52. se de rir regularmente, partilhe suas risadas e ajude outros a rir também.”


(FONTE: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/472/artigo244952-1.htm – Texto Adaptado)

Na frase aquela risada descontraída e contagiante como as deflagradas por comédias clássicas. (linhas 22 e 23), a expressão deflagradas, sem causar incorreção à frase, poderia ser substituída por


A

consumidas.


B

provocadas.


C

contraídas.


D

atraídas.


E

facilitadas.