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1 Todos nós, homens e mulheres, adultos e jovens,
passamos boa parte da vida tendo de optar entre o certo e o
errado, entre o bem e o mal. Na realidade, entre o que
4 consideramos bem e o que consideramos mal. Apesar da longa
permanência da questão, o que se considera certo e o que se
considera errado muda ao longo da história e ao redor do globo
7 terrestre.
Ainda hoje, em certos lugares, a previsão da pena de
morte autoriza o Estado a matar em nome da justiça. Em outras
10 sociedades, o direito à vida é inviolável e nem o Estado nem
ninguém tem o direito de tirar a vida alheia. Tempos atrás era
tido como legítimo espancarem-se mulheres e crianças,
13 escravizarem-se povos. Hoje em dia, embora ainda se saiba de
casos de espancamento de mulheres e crianças, de trabalho
escravo, esses comportamentos são publicamente condenados
16 na maior parte do mundo.
Mas a opção entre o certo e o errado não se coloca
apenas na esfera de temas polêmicos que atraem os holofotes
19 da mídia. Muitas e muitas vezes é na solidão da consciência de
cada um de nós, homens e mulheres, pequenos e grandes, que
certo e errado se enfrentam.
22 E a ética é o domínio desse enfrentamento.
Marisa Lajolo. Entre o bem e o mal. In: Histórias sobre a ética. 5.ª ed. São Paulo: Ática, 2008 (com adaptações).
A partir das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.
No trecho “o que consideramos bem” (l.3-4), o vocábulo “que” classifica-se como pronome e exerce a função de complemento da forma verbal “consideramos”.