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No trecho “o que consideramos bem” (l.3-4), o vocábulo...

1 Todos nós, homens e mulheres, adultos e jovens,

passamos boa parte da vida tendo de optar entre o certo e o

errado, entre o bem e o mal. Na realidade, entre o que

4 consideramos bem e o que consideramos mal. Apesar da longa

permanência da questão, o que se considera certo e o que se

considera errado muda ao longo da história e ao redor do globo

7 terrestre.

Ainda hoje, em certos lugares, a previsão da pena de

morte autoriza o Estado a matar em nome da justiça. Em outras

10 sociedades, o direito à vida é inviolável e nem o Estado nem

ninguém tem o direito de tirar a vida alheia. Tempos atrás era

tido como legítimo espancarem-se mulheres e crianças,

13 escravizarem-se povos. Hoje em dia, embora ainda se saiba de

casos de espancamento de mulheres e crianças, de trabalho

escravo, esses comportamentos são publicamente condenados

16 na maior parte do mundo.

Mas a opção entre o certo e o errado não se coloca

apenas na esfera de temas polêmicos que atraem os holofotes

19 da mídia. Muitas e muitas vezes é na solidão da consciência de

cada um de nós, homens e mulheres, pequenos e grandes, que

certo e errado se enfrentam.

22 E a ética é o domínio desse enfrentamento.


Marisa Lajolo. Entre o bem e o mal. In: Histórias sobre a ética. 5.ª ed. São Paulo: Ática, 2008 (com adaptações).

A partir das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue os itens que se seguem.

No trecho “o que consideramos bem” (l.3-4), o vocábulo “que” classifica-se como pronome e exerce a função de complemento da forma verbal “consideramos”.


C
Certo

E
Errado