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As questões 50 a 53 tomarão por base o seguinte parágrafo, extraído do artigo “Apontamentos para uma filosofia de ensino da língua materna”, de José Carlos de Azeredo:
A naturalidade com que, aparentemente, se processa a comunicação verbal entre as pessoas mascara as complexidades profundas que regem o funcionamento da linguagem humana. Falar parece não exigir qualquer esforço especial além da energia muscular necessária para produzir os sons vocais que se combinam para materializar os pensamentos. Essa aliança entre som e ideia parece tão natural, que ficamos perplexos quando vemos outras pessoas se entenderem por meio de sons tão diferentes dos de nossa língua materna. Para a maioria das pessoas, a língua é um dom prático que elas utilizam sempre que precisam ou simplesmente quando desejam. A própria vida em comunidade, improvável sem a presença da palavra, é vista como inerente à natureza humana, e não como produto de atos e empreendimentos criativos dos seres humanos ao longo da história.
(Revista Humanidades, 28, 1. Fortaleza: UNIFOR, p. 10, jan./jun. 2013.)