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Atenção: As questões de números 13 a 16 referem-se ao texto seguinte, escrito pelo filósofo francês Voltaire em 1777:
Do justo e do injusto
Quem nos deu o sentimento do justo e do injusto? Foi Deus, que nos deu um cérebro e um coração. Mas em que momento nossa razão nos ensina que há vício e virtude? Quando nos ensina que dois e dois são quatro. Não há conhecimento inato, pela mesma razão por que não há árvore que contenha folhas e frutos ao sair da terra. Nada é aquilo que chamam inato, ou seja, desenvolvido ao nascer; Deus nos faz nascer com órgãos que, crescendo, nos permitem sentir tudo o que nossa espécie deve sentir para a sua própria conservação.
(Voltaire. O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 1)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singular para integrar corretamente a frase:
Não (haver) de ocorrer tantas injustiças, não precisaríamos definir com exatidão o que é justo.
A cada um (caber) as punições devidas pelos males que haja praticado.
Não se (imputar) ao caráter dele os deslizes que lhe sejam inatos.
A todos aqueles a quem (poder) servir meu exemplo, ofereço-o de bom grado.
Não (dever) agradar a ela, creio eu, as conclusões a que cheguei.