Somos o único ser que combina, em sua vida social, a necessidade física e biológica com os deveres éticos, a sujeição aos fatos naturais com a autonomia de ação.
Afirma-se com correção, considerada a frase acima, em seu contexto:
O emprego de Somos produz generalização, mas relativa, pois o argumento produzido não chega a abarcar a totalidade da condição humana.
No segmento Somos o único ser que combina, uma vírgula colocada depois de ser manteria o sentido original e a correção da frase.
A frase, estruturada em torno dos verbos Somos e combina, expressa o descolamento do ser em relação à coercitividade do universo natural.
Explica-se cabalmente o paralelismo estabelecido na frase deste modo: a necessidade física e biológica está para os deveres éticos, assim como a sujeição está para a ação.
O fragmento Somos o único ser que combina pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original, por "Somos um ser que combina, por excelência".