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Texto 1
Esmola. [do Latim eleemosyna < eleemosyne,
“compaixão”, “piedade”.] S. f. 1. O que se dá aos
necessitados, por caridade ou filantropia; óbolo,
espórtula. 2. Auxílio, amparo, socorro, benefício. 3.
Donativo em dinheiro que se faz na igreja durante a
celebração da missa. 4. Sentido figurado: graça,
favor.
Novo dicionário Aurélio de língua portuguesa; século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.
Texto 2
Vozes da seca
Luiz Gonzaga – Zé Dantas
1Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
2Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
3Mas, doutô, uma esmola a um homem que é
4são
5Ou mata de vergonha ou vicia o cidadão.
(...)
6Dê serviço ao nosso povo, encha os rio de
7barrage
8Dê cumida a preço bom, não esqueça a
9açudage
10Livre assim nóis da esmola, que no fim dessa
11estiage
12Lhe pagamo inté os juro sem gastá nossa
13corage
14Se o doutô fizé assim salva o povo do sertão
15Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra
16nação!
17Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo
18nesse chão
19Como vê nosso distino mecê tem na vossa
20mão.
htts://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga. Acesso em 17/01/2017.
Texto 3
21 A ideia do caboclo ribeirinho pescador,
22cultivador de quintais ou roçados e criador de
23pequenos animais está sendo ultrapassada por
24uma nova categoria há muito tempo conhecida,
25o ribeirinho apanhador de esmolas de
26embarcações. Uma verdadeira “mendicância
27ribeirinha” nos rios da Amazônia. Atividade que
28é reflexo da falta de oportunidade para a
29geração de renda satisfatória e digna, negada à
30grande maioria dos habitantes da região. Na
31passagem de embarcações, que transportam
32pessoas na Bacia Amazônica, os ribeirinhos
33esperam que lhes sejam jogados objetos ou
34comida dentro de sacolas em direção ao rio.
35Independentemente do que estiver dentro da
36sacola, o ribeirinho a apanha. Este ato, na
37maioria das vezes, traduz a boa vontade do
38passageiro. Porém, também vicia o ribeirinho a
39pedir. Todas as vezes que passar uma
40embarcação no rio, o ribeirinho sairá de seus
41afazeres, de sua casa, para pegar a canoa e
42sair “mendigando” mixarias ou restos. Este fato
43até já virou atração turística nos rios da
44Amazônia.
SILVA, Christian N. da. Mendicância nos rios da Amazônia: uma realidade vergonhosa ou atração turística? In: ABAURRE, M. L. M. & ABAURRE, M. B. M. Produção de texto: interlocução e gêneros. São Paulo: Moderna, 2007. Adaptação.
Texto 4
45 Não devemos dar um significado
46pejorativo à “esmola” que é dada hoje como
47era feito no passado, associando-a às pessoas
48que passam fome. É um ato de solidariedade
49da sociedade civil, através das suas
50empresas, instituições e pessoas comuns que,
51em face da tragédia e do sofrimento,
52mobilizam-se para testar o mínimo da
53assistência indispensável à própria
54sobrevivência das populações atingidas por
55catástrofes climáticas, tais como a seca, as
56inundações, os terremotos, os furacões e
57outras. Não é apenas um gesto bonito e
58louvável, mas, na prática, um quilo de
59alimento doado pode significar a diferença
60entre a vida e a morte de uma criança, por
61exemplo. E os necessitados agradecem esse
62auxílio.
MENDONÇA, J. C. P. Esmolas da seca. In: ABAURRE, M. L. M. & ABAURRE, M. B. M. Produção de texto: interlocução e gêneros. São Paulo: Moderna, 2007. 01. Considerando o texto 1, por tratar
A expressão conectiva destacada em “...populações atingidas por catástrofes climáticas, tais como a seca, as inundações, os terremotos, os furacões e outras.” (linhas 54-57 – texto 4) apresenta valor semântico de
prioridade.
exemplificação.
finalidade.
causalidade.