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1 Assim foi que, reunindo muitos físicos, filósofos,
bonzos, autoridades e povo, comunicou-lhes que tinha um
segredo para eliminar o órgão; e esse segredo era nada menos
4 que substituir o nariz achacado por um nariz são, mas de pura
natureza metafísica, isto é, inacessível aos sentidos humanos,
e contudo tão verdadeiro ou ainda mais do que o cortado; cura
7 esta praticada por ele em várias partes, e muito aceita aos
físicos de Malabar. O assombro da assembleia foi imenso, e
não menor a incredulidade de alguns, não digo de todos,
10 sendo que a maioria não sabia que acreditasse, pois se lhe
repugnava a metafísica do nariz, cedia, entretanto, à energia
das palavras de Diogo Meireles, ao tom alto e convencido com
13 que ele expôs e definiu o seu remédio.
Machado de Assis. O segredo do bonzo. In: John Gledson. 50 contos de Machado de Assis. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 125 (com adaptações).
No que se refere aos aspectos gramaticais do texto acima, julgue os itens seguintes.
No trecho “pois se lhe repugnava a metafísica do nariz” (l.10-11), a partícula “se” classifica-se como pronome reflexivo.
Certo
Errado