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Texto CG1A1BBB
1 Quando dizemos que uma pessoa é doce, fica bem
claro que se trata de um elogio, e de um elogio emocionado,
porque parte de remotas e ternas lembranças: o primeiro sabor
4 que nos recebe no mundo é o gosto adocicado do leite materno,
e dele nos lembraremos pelo resto de nossas vidas. A paixão
pelo açúcar é uma constante em nossa cultura. O açúcar é fonte
7 de energia, uma substância capaz de proporcionar um
instantâneo “barato” que reconforta nervos abalados. É
paradoxal, portanto, a existência de uma doença em que o
10 açúcar está ali, em nossa corrente sanguínea, mas não pode ser
utilizado pelo organismo por falta de insulina. As células
imploram pelo açúcar que não conseguem receber, e que sai,
13 literalmente, na urina. O diabetes é conhecido desde a
Antiguidade, sobretudo porque é uma doença de fácil
diagnóstico: as formigas se encarregam disso. Há séculos,
16 sabe-se que a urina do diabético é uma festa para o
formigueiro. Também não escapou aos médicos de outrora o
fato de que a pessoa diabética urina muito e emagrece. “As
19 carnes se dissolvem na urina”, diziam os gregos.
Moacyr Scliar. Doce problema. In: A face oculta — inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001 (com adaptações).
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1BBB, julgue os próximos itens.
No período “As células imploram pelo açúcar que não conseguem receber, e que sai, literalmente, na urina” (l. 11 a 13), o vocábulo “que”, nas duas ocorrências, tem o mesmo referente e desempenha a função sintática de sujeito nas orações em que se insere.
Certo
Errado