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O trecho do texto em que se estabelece uma relação lógica...

O futuro das cidades

Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-

presentante regional para a América do Sul do Escri-

tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para

os Direitos Humanos disse que um dos principais de-

5 safios da humanidade atualmente é construir centros

urbanos onde haja convivência sem discriminação.

Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-

na global porque, em 2050, 75% da população mun-

dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-

10 sa população viverá constrita em bairros marginais,

sem condições mínimas de vida.

Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-

banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-

são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não

15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.

Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-

raram letra morta.

Duas décadas mais tarde, face a uma enorme

desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-

20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade

histórica de mostrar seu compromisso na matéria.

Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas

de direitos humanos e princípios de participação,

transparência e prestação de contas, bem como não

25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-

remos capazes de planejar espaços em que as pes-

soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,

sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,

migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com

30 deficiência e outros.

Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-

guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-

vam com a liberdade de expressão e a manifestação

pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-

35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-

dade a políticas de limpeza social.

Aproveitando o impulso, os governos da América

do Sul devem assumir o compromisso de construir

as cidades do futuro onde seus povos vivam livres

40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em

igualdade de condições. Só assim seremos capazes

de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não

deixar ninguém para trás.

INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < https://nacoesunidas.org/artigo-o-futuro-das-cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.

O trecho do texto em que se estabelece uma relação lógica de oposição entre as ideias, marcada pela presença da palavra ou expressão destacada, é:


A

“Segundo ele, é preciso definir uma agenda urbana global porque, em 2050, 75% da população mundial estará concentrada nas cidades” (l. 7-9)


B

“Embora a cúpula da ONU sobre moradia e urbanismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma visão de cidades sustentáveis, ela fracassou” (l. 12-14)


C

“Portanto, os compromissos assumidos na ocasião viraram letra morta.” (l. 16-17)


D

“Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas de direitos humanos e princípios de participação, transparência e prestação de contas” (l. 22-24)


E

“Por conseguinte, é preciso projetar cidades seguras, em que a ordem e a segurança cidadã convivam com a liberdade de expressão e a manifestação pacífica” (l. 31-34)