Questões de Concurso sobre Oficialização da língua portuguesa

 
 
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Antes de Roma ser fundada, as colinas de Alba eram ocupadas por tribos latinas, que dividiam o ano de acordo com seus deuses. Os romanos adaptaram essa estrutura. No princípio dessa civilização o ano tinha dez meses e começava por Martius (atual março). Os outros dois teriam sido acrescentados por Numa Pompílio, o segundo rei de Roma.

Até Júlio César reformar o calendário local, os meses eram lunares, mas as festas em homenagem aos deuses permaneciam designadas pelas estações. O descompasso de dez dias por ano fazia com que, em todos os triênios, um décimo terceiro mês, o Intercalaris, tivesse que ser enxertado. Com a ajuda de matemáticos do Egito emprestados por Cleópatra, Júlio César acabou com a bagunça ao estabelecer o seguinte calendário solar: Januarius, Februarius, Martius, Aprilis, Maius, Junius, Quinctilis, Sextilis, September, October, November e December. Quase igual ao nosso, com as diferenças de que Quinctilis e Sextilis deram origem aos meses de julho e agosto.


Disponível em: https://aventurasnahistoria.uol.com.br. Acesso em: 8 dez. 2018.


Considerando as informações no texto e aspectos históricos da formação da língua, a atual escrita dos meses do ano em português


A

reflete a origem latina de nossa língua.


B

decorre de uma língua falada no Egito antigo.


C

tem como base um calendário criado por Cleópatra.


D

segue a reformulação da norma da língua proposta por Júlio César.


E

resulta da padronização do calendário antes da fundação de Roma.

TEXTO I


Estratos


Na passagem de uma língua para outra, algo sempre permanece, mesmo que não haja ninguém para se lembrar desse algo. Pois um idioma retém em si mais memórias que os seus falantes e, como uma chapa mineral marcada por camadas de uma história mais antiga do que aquela dos seres viventes, inevitavelmente carrega em si a impressão das eras pelas quais passou. Se as “línguas são arquivos da história”, elas carecem de livros de registro e catálogos. Aquilo que contêm pode apenas ser consultado em parte, fornecendo ao pesquisador menos os elementos de uma biografia do que um estudo geológico de uma sedimentação realizada em um período sem começo ou sem fim definido.


HELLER-ROAZEN, D. Ecolalias: sobre o esquecimento das línguas. Campinas: Unicamp, 2010.


TEXTO II


Na reflexão gramatical dos séculos XVI e XVII, a influência árabe aparece pontualmente, e se reveste sobretudo de item bélico fundamental na atribuição de rudeza aos idiomas português e castelhano por seus respectivos detratores. Parecer com o árabe, assim, é uma acusação de dessemelhança com o latim.


SOUZA, M. P. Linguística histórica. Campinas: Unicamp, 2006.



Relacionando-se as ideias dos textos a respeito da história e memória das línguas, quanto à formação da língua portuguesa, constata-se que


A

a presença de elementos de outras línguas no português foi historicamente avaliada como um índice de riqueza.


B

o estudioso da língua pode identificar com precisão os elementos deixados por outras línguas na transformação da língua portuguesa.


C

o português é o resultado da influência de outras línguas no passado e carrega marcas delas em suas múltiplas camadas.


D

o árabe e o latim estão na formação escolar e na memória dos falantes brasileiros.


E

a influência de outras línguas no português ocorreu de maneira uniforme ao longo da história.

 
 
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