Questões de Concurso sobre Prosa poética

 
 
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Percebe-se na segunda estrofe que a lembrança do passado é sugerida por meio de sentidos: Pode-se perceber, assim, que nessa estrofe, os sentidos que se identificam, de forma subentendida, na lembrança são:


A

Somente o paladar


B

Somente a audição


C

Somente a visão e o paladar


D

Conseguem-se perceber os sentidos da visão, audição e paladar.

Escrevo, triste , no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas, submissas como a minha ao destino cotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios.


PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Companhia das Letras,2011 p,52.


O texto está em prosa, mas registra elementos que não o distanciam da tradição poética de seu autor. Qual das alternativas comprova essa afirmação?


A

A partir da sutileza da linguagem, o poeta se distancia do transbordamento subjetivo, pois acredita que o ato poético nasce das coisas incertas e indiretas.


B

A subjetividade cede espaço às expressões racionais. Afasta-se, então, o poético em função da análise concisa e fria das angústias e das decepções humanas.


C

O poeta transfere a forma, a estrutura do verso para construir o texto em prosa. O ato de construir o texto abre mão dos sentidos em função do puramente formal.


D

O atoa poético é concebido no âmbito das subjetividades, o qual é o resultado das interações entre a sentimentalidade mas íntima do poeta e os afetos humanos universais.


E

O jogo de palavras, as inversões sintáticas e o rebuscamento linguístico compõem uma estética prosaica que o poeta a transporta para a construção dos versos.

A poética do TEXTO 2 centra-se:


A

na performance extasiada da UFRJ sempre à dianteira, como se ressalta em “Na vanguarda desta nação” (v. 16) e em “Em pesquisa, pioneira,” (v. 19).


B

na figuração axiomática da UFRJ como ente desembaraçador de nós, como se vislumbra em “A chave da vitória” (v. 11) e em “Do país, a solução” (v. 14).


C

no enlevo semeado da UFRJ não como universidade-ilha, mas como universidade-mundo, como se percebe em “Abro o coração ao mundo inteiro” (v. 7) e em “Abrindo fronteira à globalização” (v. 18).


D

no antonomasiar figurativamente a UFRJ sob termos que, relativamente, exigem conhecimento prévio da instituição, como em “Oh, deusa da sabedoria!” (v. 1) e em “Universidade do Brasil” (v. 15).


E

no lirismo de adesão identitária à UFRJ, como se observa em “Tu és a minha inspiração!” (v. 2) e em “O sonho encantado, do povo brasileiro” (v. 10).

As opções a seguir apresentam definições de alguns gêneros literários, retiradas do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.

-

Assinale a que cabe ao gênero denominado crônica.


A

“Obra literária em prosa, analítica ou interpretativa, sobre determinado assunto, porém menos aprofundada ou menor que um tratado formal e acabado.”


B

“Descrição longa das ações e sentimentos de personagens fictícios, numa transposição da vida para o plano artístico.”


C

“Narração, usualmente curta, ordenada e completa, de fatos humanos fictícios, mas, por via de regra, verossímeis.”


D

“Narração histórica, ou registro de fatos comuns feitos por ordem cronológica.”


E

“Obra acerca de assunto grandioso e heroico.”

Segundo Aristóteles, os gêneros literários são Lírico, Épico e Dramático.


Hodiernamente, os gêneros literários passaram a ser:


A

Épico, Lírico e Poético.


B

Romances, Contos e Narrativo.


C

Lírico, Narrativo e Dramático.


D

Narrativo, Tragédia e Dramático.

“Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? Um estilo tão dificultoso, um estilo tão afetado, um estilo tão encontrado a toda arte e a toda natureza? Boa razão é também essa. O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Por isso, Cristo comparou o pregar ao semear. Compara Cristo o pregar ao semear, porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte.

Já que falo contra os estilos modernos, quero alegar por mim o estilo do mais antigo pregador que houve no Mundo. E qual foi ele? O mais antigo pregador que houve no Mundo foi o Céu. Suposto que o Céu é pregador, deve ter sermões e deve ter palavras. E quais são estes sermões e estas palavras do Céu? As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, de outra há de estar noite? Se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? Mas dir-me-eis: Padre, os pregadores de hoje não pregam do Evangelho, não pregam das Sagradas Escrituras? Pois como não pregam a palavra de Deus? Esse é o mal. Pregam palavras de Deus, mas não pregam a Palavra de Deus”.


O texto acima é um excerto do famoso “Sermão da Sexagésima”, do Padre Antônio Vieira, orador sacro do século XVII, pertencente as literaturas portuguesa e brasileira. Nesse momento do sermão, o orador questiona se o estilo da época é uma das causas da dificuldade de os sermões convencerem religiosamente o público.


Sobre o texto e suas relações literárias, assinale a afirmativa correta.


A

O orador mescla sua preocupação religiosa com a estética barroca, fazendo de seus sermões a expressão máxima do Barroco em prosa sacra e um dos principais meios de difusão da ideologia e da literatura da Contrarreforma.


B

Como é comum nos sermões, o pregador faz uso de perguntas que ele não responde, recurso que permite provocar a reflexão e estimular o raciocínio lógico do ouvinte.


C

O sermão desenvolve a temática religiosa e, ao mesmo tempo, predomina nele uma das características do estilo barroco: o conceptismo, visto que sua principal preocupação é a estética da expressão.


D

O segmento “Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, de outra há de estar noite? Se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu” se refere ao paradoxo, um exemplo de figura de linguagem.


E

No primeiro parágrafo, o orador faz alusão a uma comparação feita por Jesus em suas palavras, aludindo ao método de pregar de Jesus, que consistia em utilizar correspondências de difícil compreensão, para que seu discurso só fosse assimilado e compreendido após profunda meditação.

Sobre os elementos da obra literária, assinale a alternativa incorreta.


A

Prosa é a linguagem subjetiva, carregada de emoção e sentimento, com ritmo melódico constante, bela e indefinível como o mundo interior do poeta. Visa a um efeito estético.


B

Dois são os elementos fundamentais da obra literária: o conteúdo e a forma.


C

Conteúdo (ou fundo), são as ideias, os conceitos, os sentimentos, os apelos e as imagens imateriais que as palavras transmitem da mente do escritor à do leitor.


D

Forma é a expressão linguística, a linguagem escrita ou falada, veículo das ideias e dos sentimentos.


E

Estilo é a maneira típica de cada um exprimir seus pensamentos, seus sentimentos e emoções, por meio da linguagem.

Inverno! inverno! inverno!

Tristes nevoeiros, frios negrumes da longa treva boreal, descampados de gelo cujo limite escapa-nos sempre, desesperadamente, para lá do horizonte, perpétua solidão inóspita, onde apenas se ouve a voz do vento que passa uivando como uma legião de lobos, através da cidade de catedrais e túmulos de cristal na planície, fantasmas que a miragem povoam e animam, tudo isto: decepções, obscuridade, solidão, desespero e a hora invisível que passa como o vento, tudo isto é o frio inverno da vida.

Há no espírito o luto profundo daquele céu de bruma dos lugares onde a natureza dorme por meses, à espera do sol avaro que não vem.


POMPEIA, R. Canções sem metro. Campinas: Unicamp, 2013.


Reconhecido pela linguagem impressionista, Raul Pompeia desenvolveu-a na prosa poética, em que se observa a


A

imprecisão no sentido dos vocábulos.


B

dramaticidade como elemento expressivo.


C

subjetividade em oposição à verossimilhança.


D

valorização da imagem com efeito persuasivo.


E

plasticidade verbal vinculada à cadência melódica.

Considere as afirmações.


I -O ritmo leve, o acúmulo de elementos da natureza e o verso em redondilho maior dão ao poema um tom de poesia "popular''.

lI -Na última estrofe, o poeta vale-se de um recurso metalinguístico, no qual faz o poema voltar-se para si mesmo ao tecer um comentário sobre seu fazer poético.

IlI -Na última estrofe, o eu-lírico mostra-se "bem humorado" com as rimas que usou e apela para a compreensão do interlocutor.

IV -Trata-se de um poema que exalta a natureza brasileira, visto que só há referências a elementos naturais do Brasil.


Estão corretas somente:


A

I e II.


B

I e III.


C

II e III.


D

III e IV.


E

I, II e III.

Considerado o mais influente poeta do Brasil no século XX, Carlos Drummond de Andrade, ou simplesmente Drummond, é um dos poetas que se consagraram a partir da segunda geração modernista brasileira. Sua poesia é subdividida em temáticas específicas, frente à geniosidade do poeta que abrangia diferentes aspectos sociais. O poema "Procura da poesia" é uma


A

poesia de caráter metafísico e transcendental.


B

poesia de caráter sociopolítico.


C

poesia de temática amorosa.


D

poesia do cotidiano.


E

poesia metalinguística.

 
 
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