Questões de Concurso sobre Regras práticas de ocorrência de crase

 
 
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Assinale a alternativa INCORRETA com relação ao emprego do acento indicativo de crase:


A

O governo prestou assistência às cidades destruídas pelas queimadas


B

Nossa técnica não poderia pertencer à nenhum grupo interessado na empresa.


C

Todos os benefícios foram destinados às famílias carentes.


D

Nenhuma das alternativas.

Assinale a alternativa em que um trecho do texto está corretamente reescrito, no que respeita ao emprego do sinal indicativo de crase.


A

... foi oferecida à nós a possibilidade de comer...


B

... causam sofrimento à milhões de pessoas.


C

... menos da metade da população ajusta-se à faixa do peso considerado saudável.


D

Em oposição à outros ramos da economia...


E

... hoje não são superiores à 10%.

TEXTO 02


Leia o texto abaixo e responda às questões de 30 a 40.


Não, os livros não vão acabar


Não sei se é a próxima chegada da Amazon ao Brasil ou a profecia maia do fim do mundo, mas o fato é que nunca vi tanta gente preocupada com o fim do livro. São estudantes que me escrevem motivados por pesquisas escolares, organizadores de eventos literários que me pedem palestras, leitores que manifestam sua apreensão. Em alguns casos, percebo uma espécie perversa de prazer apocalíptico, mas logo desaponto quem quer ver o mar pegando fogo para comer camarão cozido: é que absolutamente não acredito que o livro vai acabar.

Tenho escrito reiteradas vezes sobre o assunto; estou, aliás, numa posição bastante confortável para fazê-lo. Gosto igualmente de livros e de tecnologia, e seria a primeira a abraçar meus dois amores reunidos num só objeto; mas embora o Kindle e os vários pads tenham o seu valor como readers, os livros em papel não estão tão próximos da extinção quanto, digamos, o tigre de Sumatra.

Para começo de conversa, é preciso lembrar que o negócio das editoras não é vender papel, mas sim vender histórias. O papel é apenas o suporte para os seus produtos. Aos poucos, em alguns casos, ele tende a ser mesmo substituído pelos tablets. Não dou vida longa aos livros de referência em papel. Estes funcionam melhor, e podem ser mais , facilmente atualizados, em forma eletrônica. O caso clássico é o da Enciclopédia Britannica, cujos editores anunciaram, no começo do ano, que a edição corrente, de 201 O, seria a última impressa, marcando o fim de 244 anos de uma bela - e volumosa - história em papel.

Embora quase todos os conjuntos de folhas impressas reunidos entre duas capas recebam o mesmo nome de livro, nem todos exercem a mesma função. Há livros e livros. Um manual técnico é um animal completamente diferente de um romance; um livro escolar não guarda nenhuma semelhança com um livro de arte; uma antologia poética e um guia de viagem são produtos que só têm em comum o fato de serem vendidos no mesmo lugar.

Há livros que só funcionam em papel. É o caso dos livros que os povos angloparlantes denominam coffee table books, "livros de mesinha de centro" - aqueles livrões bonitos, em formato grande, cheios de ilustrações e muito incômodos de ler no colo, impossíveis de levar para a cama. Estes são objetos que se destacam pelo tamanho, pela qualidade de impressão, pela vista que fazem. Quem quer ver um livro desses num tablet? Quem quer presentear um desses em e-formato?

Há também os grandes clássicos, os romances que todos amamos e queremos ter ao alcance da mão. Esses são aqueles livros que, em geral, lemos pela primeira vez em formato de bolso, mas aos quais nos apegamos tanto que, não raro, acabamos comprando uma segunda edição, mais bonita, para nos fazer companhia pelo resto da vida.

Isso explica as lindas edições que a Zahar, por exemplo, tem feito de obras que já encantaram várias gerações, como "Peter Pan", "Os três mosqueteiros" ou "Vinte mil léguas submarinas": livros lindos de se ver e de se pegar, cujo esmero físico complementa a edição caprichada. Ganhar de presente um livro desses é uma alegria que não se tem com um vale para uma compra eletrônica. Fica a dica, aliás, já que o Natal vem aí.

Há prazeres e sensações que só tem com o papel. Gosto de perceber o tamanho de um livro á primeira vista. Um tablet pode me informar quantas páginas um volume tem, mas essa informação é abstrata. Saber que um livro tem 500 páginas ou ver que um livro tem 500 páginas são coisas diferentes. Gosto também de folhear um livro e de fazer uma espécie de leitura em diagonal antes de me decidir pela compra. Isso é impossível de fazer com ebooks.

Sem falar, é claro, do cheiro inigualável dos livros em papel.

RÓNAI, Cora. Jornal O Globo, Economia, 12.11.2012



Em "Gosto de perceber o tamanho de um livro à primeira vista.", o acento indicativo de crase foi utilizado corretamente. Assinale a opção em que isso também ocorre.


A

Submeteram o amor à provações complicadas.


B

Pintou o quadro à óleo.


C

É viável combinarmos um pagamento à prazo?


D

O curso é de 2 à 8 de maio.


E

Por favor, entregue o caderno àquela professora.

Assinale a alternativa cujo acento indicador da crase está empregado conforme a norma-padrão da língua portuguesa.


A

Fabrício geralmente referia-se à eles com muito respeito.


B

De quinta-feira à domingo, os filhos cuidavam da limpeza do fogão.


C

Elas estão dispostas à fazer um doce de leite para o irmão.


D

O rapaz ferveu o leite logo cedo à fim de ajudar a mãe.


E

Ele foi à cozinha preparar o café da manhã para a família.

É incorreto empregar a crase no seguinte caso:


A

Paulo dedica-se às artes marciais.


B

Vou à Campinas amanhã.


C

Eles foram à praia.


D

As crianças costumam ir à praça.

A crase é facultativa em qual das alternativas abaixo?


A

Desejo a todos bom fim de semana.


B

Fizeram referência a minha falecida mãe.


C

Escreve a lápis, assim podemos apagar o que for preciso.


D

Não sei se ela chegou a falar sobre esse assunto.

Sobre o emprego da crase no Texto, assinale a alternativa correta:


A

A crase empregada no título do Texto é justificada pela seguinte regra: É obrigatório o emprego da crase em locuções prepositivas formadas por palavras femininas como, por exemplo, “à saúde”.


B

A crase empregada na linha 20 é justificada pela seguinte regra: Emprega-se a crase quando há a contração entre preposição exigida por regência nominal e artigo definido feminino


C

Quanto ao emprego da crase, há erro na linha 14, pois o termo “a” não foi craseado.


D

No Texto, em nenhum caso a crase foi empregada pela seguinte regra: Emprega-se a crase quando há a contração entre preposição exigida por regência nominal e artigo definido feminino.

Quanto ao emprego do sinal indicativo de crase, assinale a alternativa correta.


A

Vale considerar que, em um quadro de escassez de recursos, os governos municipais são instados à chamar para si as iniciativas que mais concretamente interferem sobre o cotidiano das pessoas.


B

O investimento em saneamento, em suas várias dimensões, é importante para à melhoria da qualidade do ambiente e da saúde da população em todo o território nacional.


C

Em condições de conflito, o grau de profissionalização alcançado pela burocracia estatal é posto a prova e os gestores devem mostrar capacidade para manter o Estado funcionando.


D

O gestor municipal deve estar atento à execução eficiente das funções que lhe são incumbidas legalmente e à inclusão de novos temas de políticas públicas que emergem das mudanças que caracterizam o cotidiano da população.


E

Os gestores que assumem à administração das prefeituras devem preservar os documentos indispensáveis a continuidade do funcionamento da máquina pública.

O sinal indicativo de crase está CORRETAMENTE empregado em:


A

Muitas das doenças que conhecemos se devem à solidão.


B

As conexões face à face têm sido deixadas de lado neste século.


C

Nos meses de inverno, de junho à agosto, aumenta o nível de solidão.


D

Sentir solidão é algo que pode acontecer à qualquer pessoa.


E

Alguns idosos estão acostumados à experiências de solidão.

Considere as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiros (V) ou Falso (F).


( ) Crase é a fusão de duas vogais idênticas (preposição+conjunção) e é representada pelo sinal grave.

( ) É obrigatório o uso do sinal indicativo de crase antes de verbos no infinitivo. Ex. “A loja será inaugurada à partir das 10h da manhã.”

( ) Se não forem antecedidas pelas preposições: desde, para, até, entre, após, o sinal indicativo de crase, em expressões que indicam horas, será obrigatório.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.


A

V, V, V


B

F, V, F


C

V, V, F


D

F, F, V

   
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