Questões de Concurso sobre Subjuntivo

 
 
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Nos trechos abaixo, as duas ocorrências do verbo ser encontram-se flexionadas, respectivamente, nos modos:

“Sejamos sensatos, leitor, tem cabimento ingerir uma droga que altera os reflexos motores...”

“Ainda que você não seja ridículo a ponto de afirmar que dirige melhor quando bebe...”


A

indicativo e subjuntivo.


B

subjuntivo e imperativo.


C

indicativo e imperativo.


D

imperativo e subjuntivo.


E

imperativo e indicativo.

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.

Fala, amendoeira


Este ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza – essa natureza que não presta atenção em nós. Abrindo a janela matinal, o cronista reparou no firmamento, que seria de uma safira impecável se não houvesse a longa barra de névoa a toldar a linha entre céu e chão – névoa baixa e seca, hostil aos aviões. Pousou a vista, depois, nas árvores que algum remoto prefeito deu à rua, e que ainda ninguém se lembrou de arrancar, talvez porque haja outras destruições mais urgentes. Estavam todas verdes menos uma. Uma que, precisamente, lá está plantada em frente à porta, companheira mais chegada de um homem e sua vida, espécie de anjo vegetal proposto ao seu destino.

Essa árvore de certo modo incorporada aos bens pessoais, alguns fios elétricos lhe atravessam a fronde, sem que a molestem, e a luz crua do projetor, a dois passos, a impediria talvez de dormir, se ela fosse mais nova. Às terças, pela manhã, o feirante nela encosta sua barraca, e, ao entardecer, cada dia, garotos procuram subir-lhe o tronco. Nenhum desses incômodos lhe afeta a placidez de árvore madura e magra, que já viu muita chuva, muito cortejo de casamento, muitos enterros, e serve há longos anos à necessidade de sombra que têm os amantes de rua, e mesmo a outras precisões mais humildes de cãezinhos transeuntes.

Todas estavam ainda verdes, mas essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom – cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. Pequenas amêndoas atestavam o seu esforço, e também elas se preparavam para ganhar coloração dourada e, por sua vez, completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio, se não as colhe algum moleque apreciador do seu azedinho. E como o cronista lhe perguntasse – fala, amendoeira – por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:

– Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data em que as folhinhas assinalam o equinócio do outono. Cumpro meu dever de árvore, embora minhas irmãs não respeitem as estações.

– E vais outoneando sozinha?

– Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.

– Somos todos assim.

– Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

– Não me entristeças

– Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que te outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.

(Carlos Drummond de Andrade)


Na última frase do texto, o verbo foi empregado no:


A

pretérito perfeito do indicativo.


B

presente do subjuntivo.


C

imperativo afirmativo.


D

futuro do subjuntivo


E

presente do indicativo.

O tempo verbal predominante no texto é:


A

O presente do indicativo, pois o tema é atual, corrente.


B

O pretérito perfeito do indicativo, pois o assunto abordado está localizado num período definido do passado.


C

O pretérito imperfeito do subjuntivo, pois mostra ações e informações anteriores ao momento em que se escreve.


D

O futuro do presente do subjuntivo, pois mostra fatos possíveis, mas ainda não concretizados.

A forma verbal do fragmento apresenta ideia de hipótese ou possibilidade em


A

“Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo,” (. 2-4)


B

Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora? Capitalista.” (. 6-8)


C

“Olha para si, para as chinelas (...), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu;” (. 8-11)


D

“Que abismo que há entre o espírito e o coração! O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho,” (. 19-21)


E

“O espírito do ex-professor, vexado daquele pensamento, arrepiou caminho, buscou outro assunto, uma canoa que ia passando;” (. 20-22)

Em todas as alternativas, a lacuna pode ser preenchida com o verbo indicado entre parênteses, no subjuntivo, EXCETO em:


A

Olhava para o jovem, enquanto esperava que ele _____ de falar. (terminar)


B

Por que aqueles jornalistas não _____ com franqueza? (proceder)


C

É preciso que alguém se ______ para que a situação mude. (posicionar)


D

Agora, penso eu, será o que Deus ______. ( querer)


E

Se isso me ____ possível, resolveria o problema. (ser)

Os verbos das orações subordinadas do período "O ideal seria um mundo sem esmola, em que todos tivessem emprego, ganhassem seu salário, tivessem a sua dignidade, sua cidadania resguardada" (l. 5/6) estão no imperfeito do subjuntivo. Indique o período em que os verbos também estão no subjuntivo em correlação com o verbo da oração principal:


A

O ideal será um mundo sem esmola, em que todos tinham emprego, ganhavam seu salário, tinham a sua dignidade, sua cidadania resguardada;


B

O ideal era um mundo sem esmola, em que todos tiveram emprego, ganharam seu salário, têm a sua dignidade, sua cidadania resguardada;


C

O ideal seria um mundo sem esmola, em que todos tinham emprego, ganhavam seu salário, tinham a sua dignidade, sua cidadania resguardada;


D

O ideal é um mundo sem esmola, em que todos tenham emprego, ganhem seu salário, tenham a sua dignidade, sua cidadania resguardada;


E

O ideal é um mundo sem esmola, em que todos têm emprego, ganham seu salário, têm a sua dignidade, sua cidadania resguardada.

O emprego do tempo futuro do presente, na terceira ocorrência (L.9), é exigência do emprego do modo subjuntivo em "signifique" (L.7).


C
Certo

E
Errado

Assinale a alternativa que traga forma verbal no futuro do subjuntivo.


A

Se encontrar Teresa, avise-a da minha enfermidade.


B

Que Deus a guarde de todos os males!


C

Se ele quisesse, teria tido minha ajuda


D

Dormir é sempre bom.

Observe os períodos a seguir.

I. Mentiria se dissesse que eram doze motoristas louros.

II. Eu preveni que o caso era banal e maravilhoso.

III. Embora ele discorde, não aceitaremos suas sugestões.

Existem formas verbais no modo subjuntivo em:


A
I, II e III

B
I e II apenas

C
I e III apenas

D
II e III apenas
O pretérito imperfeito do modo subjuntivo indica um fato

A
futuro.

B
anterior a outro fato passado.

C
hipotético.

D
improvável.

"Qualquer assaltante que encontremos..."; nesse segmento, o uso do subjuntivo mostra uma:


A

certeza;


B

comparação;


C

possibilidade;


D

previsão;


E

condição.

   
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