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Chico Bento é uma personagem cujo modo de falar representa a variação linguística_______; a tirinha, para registrar esse uso da fala, reproduz a oralidade e, por isso, escreve as palavras de modo distinto do que prevê a norma culta padrão.
Assinale a alternativa que completa, corretamente, a lacuna:
diacrônica
diastrática
regionalista
diafásica
formal
Nesse refrão estão claras as marcas da variação linguística de tipo:
histórica.
social.
situacional.
semântica.
regional.
Observe a tirinha abaixo:

Considerando as variações linguísticas, a expressão mais eu num subi na goiabera é marca da linguagem:
Jornalística.
Regional.
Histórica.
Formal.
– Que falta fazem aqueles dois troca-línguas. Não pensei que fosse sentir tanto.
– Deveras? Isso mostra que tinham prestança.
– Exato. Mas saírem assim. De sopetão, como negros fugidos.
– Ficaram devendo? Carregaram petrechos alheios?
– Que eu saiba, não.
– Então qual é a queixa? O mundo é grande e formoso, e a vida da gente é curta. Quem finca os pés num lugar e não arreda mais, acaba virando estaca. O senhor não acha?
– Eu? Não acho nem desacho, pesar de ter zanzado muito eu mesmo. – Ele pensou, olhando para dentro do forno do cachimbo, parece que procurando inspiração para nova investida. E voltou à carga. – Então a senhora não sente a falta deles.
– Olha, seu Joaquim. Falta de alguém eu já senti muito, porém foi de minha mãe. Mas faz tanto tempo que perdi ela, que já me acostumei. Hoje em dia só sinto falta é de um fuminho cheiroso quando não tenho, de um pedaço de toicinho pra temperar um feijão, de um punhadinho de açúcar pra temperar um café, essas coisas miúdas que a gente aprende a apreciar e cujas aprende também a abrir mão quando vasqueiam. Agora me diga uma coisa, seu Joaquim. Em que parte a falta daqueles dois está fazendo pisadura no senhor?
– Em parte nenhuma, ora essa. É que a gente já tinha se acostumado com eles, e achei esquisito eles terem ido embora sem dizer até-um-dia.
VEIGA, J. J. A casca da serpente. 7. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003, p. 128.
Considerando a linguagem singular representada na fala dos personagens do texto e característica da variedade regional do português do Sertão do Nordeste, avalie as afirmações a seguir.
I. Prestança, no segundo parágrafo, e fazendo pisadura, no oitavo parágrafo, são ocorrências de léxico característico da variedade regional empregada pelos personagens desse texto.
II. A construção sintática perdi ela, no oitavo parágrafo, em que o pronome ela exerce função de objeto direto, é marca específica dessa variedade diatópica.
III. A aférese, metaplasmo que provocou a queda do fonema inicial da locução conjuntiva “apesar de” (pesar de), no sétimo parágrafo, é um processo fonológico sistemático na fala dos sertanejos.
IV. O emprego do pronome cujas, no oitavo parágrafo, é um exemplo de uso, pela personagem, da norma padrão da língua.
É correto apenas o que se afirma em
I.
IV.
I e III.
II e III.
II e IV.
O autor utiliza termos como “necrólogos” (l. 10), “deferência” (l. 28), usa os pronomes átonos de forma enclítica, “roubá-las” (l. 24), “tratando-as” (l. 28), emprega adjetivos no superlativo absoluto sintético, “faladíssimas” e “baixíssimo” (l. 25), e tais recursos dificilmente se compatibilizam com o nível linguístico dos alunos, exemplificando uma situação em que se observa a interferência da variação:
diafásica.
diatópica.
diamésica.
diastrática.
Acerca da linguagem empregada na tirinha, lei as assertivas:
I. A expressão Dê-me um beijo é própria do registro formal. Em situações de emprego coloquial, mantendo-se o modo verbal, se usaria Me dê um beijo.
II. A palavra Bah se configura como um regionalismo usual da região sul do Brasil.
III. A onomatopeia, recurso empregado no segundo quadrinho, pouco acrescenta para a produção de sentidos da tirinha, pois diminui a expressividade do discurso.
Pode-se afirmar que:
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
As assertivas I, II e III estão corretas.
Apenas as assertivas I e III estão corretas.
Apenas a assertiva II está correta.
Releia os versos adiante e responda à questão proposta a seguir.
Me diz aí, Tião!
Diga, Tião! Oi!
Fosse? Fui!
Comprasse? Comprei!
Pagasse? Paguei!
Me diz quanto foi?
Foi 500 reais...
Nesse refrão estão claras as marcas da variação linguística de tipo:
histórica.
social.
situacional.
regional.
semântica.
Leia com atenção a letra da canção “Tiro ao Álvaro”.
De tanto levar frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Táubua
De tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furar
Teu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estricnina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais que
Atropelamento de automóver
Mata mais que bala de revórver
(Adoniran Barbosa e Osvaldo Moles, 1960).
Considerando o contexto de ensino da variação linguística na análise da canção, é correto afirmar:
A letra de “Tiro ao Álvaro” apresenta alguns exemplos de um fenômeno bastante produtivo no português, o rotacismo, associado a variedades faladas em áreas rurais.
Canções como esta são exemplos da variação linguística do português e propiciam prática relevante em sala de aula como exercício enfocando a correção e adequação à norma culta.
Trabalhar canções como “Tiro ao Álvaro” em classes que apresentem os mesmos desvios do padrão representados na letra reforça o modelo de língua não padrão, sendo deletério ao aluno.
O uso de palavras fora do padrão na canção explica-se pelo recurso da licença poética, típica dos gêneros literários, sem representar fenômenos reais de variação linguística.
No final do trecho, Dorvi afirma: “E a gente combinamos de não morrer”. Em relação à construção desse enunciado, é correto afirmar que
o emprego da expressão “a gente”, articulada ao verbo na primeira pessoa do plural, traz indícios da condição socioeconômica do falante.
a construção desse enunciado ilustra uma variação linguística regional, particularmente recorrente no Sudeste brasileiro.
construções como essa apontam para o crescente empobrecimento da Língua Portuguesa, uma vez que esses usos a descaracterizam.
o uso da norma culta da Língua Portuguesa foi contrariado, levando ao comprometimento do sentido global do texto.
trata-se do emprego de uma variante da língua, comumente utilizada em situações informais de comunicação, indicativa da faixa etária dos falantes.
Sobre Variações Linguísticas relacione as colunas abaixo:
Coluna 1 Variações Linguísticas
1. Variações diatópicas
2. Variações diastráticas
3. Variações diafásicas
4. Variações diacrônicas
Coluna 2 Descrição
( ) língua falada/língua escrita
( ) nível culto/nível popular
( ) falares locais / falares intercontinentais
( ) variantes regionais
( ) língua padrão
( ) variantes históricas
( ) linguagem dos homens/linguagem das mulheres
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
2 • 3 • 2 • 4 • 1 • 1 • 3
3 • 1 • 3 • 1 • 2 • 3 • 4
3 • 2 • 1 • 1 • 2 • 4 • 3
4 • 2 • 3 • 2 • 1 • 1 • 3
4 • 3 • 1 • 2 • 2 • 3 • 1
A macaxeira é um alimento conhecido também como mandioca ou aipim em diferentes estados brasileiros. Essa variação linguística se caracteriza como:
Variação cultural.
Variação regional.
Variação histórica.
Variação da situação de comunicação.
Em “– Que cusco burro! – divertiu-se o garçom”, a palavra em destaque é um exemplo de
registro oral.
linguagem formal.
linguagem técnica.
expressão regional.
palavras em desuso.
Leia o fragmento abaixo do texto Antigamente, de Carlos Drummond de Andrade:
“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.”
De acordo com a variação linguística, esse texto é um exemplo em que predomina a variação:
Informal.
Histórica.
Sociocultural
Geográfica.
Leia a tirinha que retrata a fala de um morador nativo de Florianópolis, conhecido como “manezinho”.

https://www.google.com/search?q=“Os+Manezinho+PIRA
Analise as afirmativas abaixo sobre variações linguísticas.
1. A tirinha é um exemplo de variação diatópica.
2. Avaliar como errada a fala na tirinha constitui-se como preconceito linguístico.
3. A ocasião também determina o modo de falar. Na tirinha, o possível interlocutor é outro “manezinho”; assim pode-se dizer que há o registro de uma variação que tem como premissa a possibilidade de se estabelecerem outras estruturas linguísticas.
4. Pode-se dizer que a fala do manezinho sofre maior interferência na sintaxe, em se comparando à norma padrão.
5. A fala do manezinho indica um enunciador com baixo grau de escolaridade.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
Para a resolução da questão considere o texto abaixo:

Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/> Acesso em: 24 mar. 2018.
Há diversos fatores que podem originar as variações linguísticas. Quando, na tira acima, são citados os diferentes nomes para a mesma planta, podemos observar um exemplo do fator:
Social, já que evidencia o português falado pelas pessoas que têm acesso à escola.
Profissional, porque o exercício de algumas atividades requer conhecimentos específicos.
Geográfico, pois mostra as variações entre as formas que a língua portuguesa assume nas diversas regiões em que é falada.
Situacional, pois, dependendo da situação comunicativa, um mesmo indivíduo emprega diferentes formas de língua.
Variações linguísticas são as diferentes manifestações da língua decorrentes de fatores de natureza social, histórica, regional ou situacional.
Em relação a esse assunto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Variação diacrônica (do grego dia + kronos = ao longo de, através de + tempo): as diversas manifestações de uma língua através dos tempos.
( ) Variação diatópica: modos de falar que correspondem a códigos de comportamento de determinados grupos sociais.
( ) Variação diafásica: variação relacionada a diferente situação de comunicação. Em função do contexto, um falante varia o seu registo de língua, adaptando-o às circunstâncias.
( ) Variação diastrática: variação relacionada a fatores geográficos (pronúncia diferente, acepções de um termo diferentes de região para região, expressões ou construções frásicas próprias de uma região).
V – V – V – F.
F – V – V – F.
V – F – V – F.
V – F – F – V.
F – F – V – V.
As pessoas falam ou escrevem de maneiras diferentes. Essas diferenças ocorrem porque existe um grande número de fatores, que determinam a forma de utilização da língua pelos seus falantes. Dizemos, por isso, que, em um idioma, ocorrem variações linguísticas. Face ao exposto qual tipo de variação linguística ocorre quando contém aspectos que se relacionam como: idade, sexo, nível de escolaridade, condições econômicas do falante e grupo social do qual ele faz parte?
Variação Situacional
Variação histórica
Variação sociocultural
Variação geográfica
Uma professora de Língua Portuguesa usou essa tirinha, em sala de aula, para tratar do tema variedades linguísticas.
Considerando-se os estudos da sociolinguística, ao destacar a região em que os personagens estão inseridos, a professora fez alusão a aspectos relacionados à variação
diatópica.
diafásica.
diastrática.
diacrônica.