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O Texto 2 deve ser interpretado como sendo:

TEXTO 2


A árvore que pensava


Houve uma árvore que pensava. E pensava muito. Um dia transpuseram-na para a praça no centro da cidade. Fez-lhe bem a deferência. Ela entusiasmou-se, cresceu, agigantou-se.


Aí vieram os homens e podaram seus galhos. A árvore estranhou o fato e corrigiu seu crescimento, pensando estar na direção de seus galhos a causa da insatisfação dos homens. Mas quando ela novamente se agigantou os homens voltaram e novamente amputaram seus galhos.


A árvore queria satisfazer os homens por julgá-los seus benfeitores, e parou de crescer. E como ela não crescesse mais, os homens a arrancaram da praça e colocaram outra em seu lugar.


Oswaldo França Jr. As laranjas iguais. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996, p. 17.

O Texto 2 deve ser interpretado como sendo:


A

um comentário, a favor da arborização das vias urbanas, sem comprometimento do bem-estar das pessoas.


B

um texto opinativo, sobre exigências ecológicas no trato com as espécies vegetais.


C

um texto explicativo, a respeito dos cuidados a serem dispensados às arvores em contextos urbanos.


D

um texto ficcional, que explora os efeitos de sentido do recurso metafórico da ‘personificação’.


E

Um texto instrucional, que visa orientar o leitor sobre as podas das árvores em áreas urbanas.