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As questões de 03 a 13 referem-se ao seguinte texto:
1 Diz o governo que a reforma da Previdência é urgente e que, sem ela, não
2 poderá haver crescimento econômico. Com certeza, essa reforma também será útil
3 para manter o “risco Brasil” no caminho da retração, para alegria de banqueiros e de
4 outros representantes do poder absolutista do capital...
5 Há, entretanto, outro tipo de risco que precisa ser avaliado, embora não
6 existam organismos internacionais (leia-se FMI) interessados em aferi-lo. É o risco
7 social brasileiro. A reforma precisa ser bem pensada para não gerar mais
8 empobrecimento, mais violência, mais degradação ambiental, mais doenças.
9 Um país que despreza o funcionalismo público não consegue prestar,
10 condignamente, os serviços que lhe são essenciais. [...] A polícia, por exemplo,
11 começou a degradar-se a partir do brutal achatamento dos salários de seus
12 servidores. [...].
13 O Estado brasileiro tem menosprezado a função dos policiais, e muitos deles
14 vêm mudando de lado: em vez de trabalhar para a população, tornou-se-lhes mais
15 “interessante” servir aos bandidos. [...] O crime está ganhando terreno, com larga
16 vantagem em relação às providências da administração pública. Destruído o
17 funcionalismo, o Estado sucumbe – e a criminalidade agradece. (Fragmento
18 adaptado do texto “Reformar para quê?”, escrito por Luiza Nagib Eluf e publicado,
19 em 28-3-2003, na Folha de São Paulo, p. A3).
Analisadas as relações de regência estabelecidas no texto e o uso de parônimos ou de formas variantes, é correto afirmar que:
Em relação ao sentido, o uso de “aferir” (l. 6) está correto, porém o pronome que acompanha a forma deveria ser “lhe”, pois esse verbo é transitivo indireto.
Em “servir aos bandidos” (l. 15), a autora usou a preposição “a” porque, no sentido em que foi empregado, o verbo “servir” é transitivo indireto e rege essa preposição.
Em “servir aos bandidos” (l. 15), há um problema de regência: como o verbo “servir” é transitivo direto, a construção correta seria “servir os bandidos”.
Em “a criminalidade” (l. 17), deveria ter sido empregado o “acento” indicativo de crase no “a”, pois o verbo agradecer é transitivo indireto.
Na linha 6, a autora deveria ter usado “auferir”, em vez de “aferir”. Também a expressão “em vez de” (l. 14) deveria ser substituída por “ao invés de”.