As questões 1 a 4 se referem ao texto
a
seguir.
Quer batizar um planeta? Saiba como!
Desde
sempre os planetas têm nome. São nomes
ligados às divindades e no caso do Sistema Solar os
nomes estão ligados à mitologia greco-romana. Mesmo
em planetas descobertos mais recentemente
como Urano e Netuno, que eram invisíveis aos olhos
dos antigos astrônomos, seguiu-se a tradição e nomes
mitológicos foram sugeridos.
Quem controla a nomenclatura de objetos
astronômicos
é a União Astronômica Internacional (IAU na
sigla em inglês) e ela adota algumas regras para batizar
um corpo celeste.
Os primeiros asteroides receberam nomes de
deuses ou deusas porque se acreditava que eram planetas.
Foi o caso com Juno, Ceres e Vesta, por exemplo.
Mesmo depois de se perceber que não era bem
o caso, os nomes foram mantidos. Com as descobertas
chegando na casa das centenas, decidiu-se mudar
as regras, pois estava começando a faltar divindade.
Agora, ao menos para asteroide, quem descobre põe
o nome que quiser. Temos asteroides homenageando
Santos Dumont, D. Pedro II, John Lennon, Spock e por
aí vai.
Estrelas também têm nome. Elas são batizadas
de acordo com sua constelação, por exemplo,
Alfa Centauri, Gama Crucis ou Eta Carina,
ligando
o nome a sua constelação. Alfa Centauri é a estrela
mais brilhante da constelação do Centauro, Gama
Crucis é a terceira estrela mais brilhante do Cruzeiro
do Sul e Eta Carina é a quinta estrela mais
brilhante
de Carina. Mas tudo isso é muito subjetivo e, mais
grave, dá nome às estrelas que são visíveis a olho nu
apenas. Se ela for mais fraca, fica sem nome,
tadinha.
Mas e os exoplanetas? Como ficam?
Faz
um tempo essa discussão ganhou terreno
na comunidade de astrônomos. Exoplanetas são
planetas fora do Sistema Solar, mas são planetas, e
todo planeta tem um nome. Como fazer com eles?
Deve-se seguir a tradição de receber um nome de divindade?
O número de exoplanetas confirmados chegou
a 3.972, e ainda têm mais de 3.600 aguardando
confirmação. Tem divindade para isso tudo?
A saída encontrada pela
IAU foi abrir chamadas
públicas para que associações de amadores e
clubes de ciências sugiram nomes e que depois esses
nomes passem por uma votação aberta. O sucesso
dessa iniciativa é tão grande que a IAU decidiu fazer
chamadas mais restritas: tem uma só para o Brasil!
Sim, você tem a
chance não só de sugerir,
mas também de escolher o nome de um exoplaneta!
O planeta em questão
tem quase 2,5 vezes a
massa de Júpiter e está a uma distância equivalente
à distância de Marte ao Sol. A estrela-mãe desse planeta
é muito parecida com o Sol, só um pouco maior
e mais quente.
Hélio Jacques Rocha-Pinto, que coordena
a comissão organizadora do concurso, ressalta que,
além da importância para a popularização da ciência,
a iniciativa é uma ótima oportunidade para se batizar
um planeta com um nome genuinamente brasileiro.
Para isso, as sugestões devem se basear na cultura
indígena
do nosso território, na cultura afro-brasileira
ou na literatura nacional.
Os detalhes podem ser vistos no site da IAU.
Vamos nessa?
Disponível em:
< https://g1.globo.com/ciencia-e-
saude/blog/cassio-barbosa/
post/2019/06/07/quer-batizar-um-planeta-saiba-
como.ghtml >
Acesso em: 15 jun. 2019. Adaptado.