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Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Diretrizes ou Diretivas de Relacionamento
01 Quanto mais minha experiência nesta ‘ciência’ chamada Relacionamento com Clientes
02 evolui, percebo o quanto ainda não sei.
03 Ao mesmo tempo, nosso trabalho de Diretrizes de Relacionamento vem se expandindo no
04 mercado e, com isso, temos chegado cada vez mais perto de onde as reais decisões 05empresariais
05 são tomadas.
06 Talvez como Dom Quixote em busca dos dragões ocultos nos moinhos de vento,
07 buscamos durante muito tempo o local onde as decisões equivocadas são tomadas dentro das
08 empresas. Vou percebendo que o bem e o mal residem em um local bastante improvável, dentro
09 do coração e da mente de cada um de nós.
10 Esperava um dia ouvir de um empresário que “nosso desejo é prejudicar a vida dos
11 nossos clientes”, entretanto, esse dia nunca chegou. Ouvi, ao invés, que a prioridade número um
12 de nossa companhia é ganhar dinheiro. Parece algo legítimo e talvez até o seja. Esta decisão
13 isolada, porém, leva a um natural equívoco de perspectiva. Quando o retorno pessoal (no caso
14 da empresa) vem em primeiro lugar, o resultado é a consequente exclusão de tudo que está ao
15 redor. Sem perceber a empresa gera todo tipo de prejuízo ao entorno.
16 A boa e velha prática de colocar o cliente no centro é tãaaaaao difícil, pois ela exige
17 abertura da empresa para enxergar todos os pontos escuros que ela própria gera –
18 provavelmente sem saber.
19 Criamos um modelo social-empresarial equivocado que se justifica em si mesmo,
20 colocando aquilo que deveria ser o bom caminho como um “caminho ruim para os negócios”.
21 Olhamos para o oposto que, no caso do modelo capitalista-empresarial, são as ONGs, quando
22 deveríamos estar olhando, na verdade, para o caminho do meio. Algo que seja sustentável e
23 gere o lucro como uma natural consequência e não como o fim em si mesmo.
24 Compartilho hoje este caminho mais humano pois tenho percebido uma sensível (embora
25 ainda pequena) mudança no meio empresarial. Empresas de relativo sucesso e sem grandes
26 ‘passivos’ sociais, começam a se questionar sobre suas práticas de Relacionamento com Clientes,
27 mas mantém ainda como um colchão de segurança o discurso de que o lucro não pode ser
28 abalado.
29 Começo a perceber que este pequeno movimento/consciência está nascendo de empresas
30 com pouco tempo de mercado ou mesmo do chamado Middle Market onde a concorrência não é
31 tão feroz. Nas grandes empresas o modelo de aprendizado através de erros crassos ainda deve
32 prevalecer por algum tempo.
33 O caminho para quem busca alguma forma de mudança ou mesmo evoluir de forma
34 positiva o Relacionamento com seus Clientes é sair de um modelo de Diretivas, isto é, definir a
35 direção e sustentá-la a qualquer preço para um modelo de Diretrizes que podem e devem ser
36 questionadas conforme se caminha e se estreita o relacionamento com seu público.
37 É, por fim, mudar o modelo de falar para pelo menos (de início) silenciar um pouco e
38 ouvir o que está acontecendo ao seu redor.
(Leonardo Barci – Revista Exame – 15/04/2019 – Disponível em: https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)
Considere o seguinte período do texto: “Ouvi, ao invés, que a prioridade número um de nossa companhia é ganhar dinheiro”. Esse período composto é formado por quantas orações?
1.
2.
3.
4.
5.