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Camões diz que o amor “É um contentamento descontente”...

Considere os textos abaixo responder as questões 20 e 21.


TEXTO I.

Amor é um fogo que arde sem se ver, E ferida que dói, e não se sente; E um contentamento descontente, E dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; E nunca contentar-se de contente; E um cuidar que ganha em se perder E querer estar preso por vontade; É servir a quem vence o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Luís de Camões. Sonetos de Camões. São Paulo: Ateliê, 2001)

TEXTO II.

Definição do Amor
(fragmento)

O Amor é finalmente
um embaraço de pernas,
uma união de barrigas,
um breve tremor de artérias.
Uma confusão de bocas,
uma batalha de veias,
um
rebuliço de ancas,
quem diz outra coisa,
é besta.
(Gregário de Matos. In: Obra poética . Rio de Janeiro: Record, 1992.)

Camões diz que o amor “É um contentamento descontente”. Gregório de Matos, por sua vez, afirma que o amor é “um embaraço de pernas”. Comparando os dois versos citados, percebe-se que, no poema de Gregório de Matos, o amor é representado por aspectos


A

físicos.


B

religiosos.


C

filosóficos.


D

espirituais.


E

psicológicos