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Com base no contexto em que foi escrito, pode-se recuperar o texto, logo existe nele intenção e interação, e isso faz do texto discurso, “como produto acabado de uma ação discursiva” (KOCH, 2004, XII), definido por Maingueneau (2000, p. 43) como a “atividade de sujeitos inscritos em contextos determinados”. Ao lado, vê-se uma situação de comunicação em que um falante concebe o referente “drogas” como substância entorpecente, e o seu ouvinte, como algo sem valor, insignificante, neste caso uma gíria. Esta charge, lida por um lusófono que desconhece o Brasil e seus problemas, um macaísta (de Macau), por exemplo, não teria a devida compreensão. Esse “desacordo de significação” deve-se a quê?
Esse lusofalante desconhece a intencionalidade comunicativa do falante 1, a professora, e a do falante 2, o aluno.
Para o macaísta, o referente drogas está fora de contexto, mesmo conhecendo essa situação comunicativa.
A língua só expressa parte daquilo que se quer transmitir, e o macaísta não deve ser fluente em português.
Esse lusófono desconhece as condições de produção em que se deu a realização desse texto.