Leia os versos de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa.
Quando, Lídia, vier o nosso Outono
Com o Inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa –
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes.
Nesses versos, as estações do ano constituem metáforas pelas quais o eu lírico
analisa o que viveu e lamenta que, então na velhice, não possa aproveitar a vida como na juventude.
lamenta a inevitável chegada da velhice, sugerindo que preferia estar ainda vivendo a juventude.
se mostra amedrontado com a iminente chegada da velhice que virá acompanhada pela morte.
revela viver intensamente o presente, sem mostrar preocupações com a inexorabilidade da morte.
reconhece a fugacidade do tempo, deixando implícita a necessidade de se aproveitar o momento presente.