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No primeiro parágrafo do texto, o sinal indicativo de crase...

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Unidades da AACD fecham em SP e crianças enfrentam longos percursos


Por falta de dinheiro, duas Associações de Assistência à Criança Deficiente (AACD) fecharam em São Paulo. Com isso, crianças têm que enfrentar longos percursos para conseguir atendimento.

A AACD é uma entidade privada sem fins lucrativos que trata crianças e adultos com deficiência física. Por ano, faz um milhão e quatrocentos mil atendimentos, 90% deles pelo SUS. Só que, segundo a superintendente clínica, as doações diminuíram e os repasses de verbas federais cobrem menos de 20% das despesas.

As unidades fechadas foram a de Campo Grande, na Zona Sul, e a de Santana, na Zona Norte. A de Campo Grande, inaugurada em 2011, foi construída pelo governo do estado num terreno cedido pela prefeitura e recebia pacientes que antes tinham que percorrer longas distâncias para ser atendidos.

As duas fecharam as portas dia 30 de setembro. A de Campo Grande tem corredores vazios e salas de atendimento fechadas. “Eles tão fechando porque... contenção de despesas, né? Os custos ficaram altos”, disse um segurança do local.

Os 340 pacientes que eram atendidos em Santana e em Campo Grande foram transferidos para as unidades da AACD na Mooca e no Ibirapuera. Para muita gente, isso significa ter que fazer longas viagens.

A dona de casa Sheila Barros levava vinte minutos do Jardim das Imbuias até Campo Grande. Agora ela demora 1h30 para chegar ao Ibirapuera. Seu filho, Heitor, tem três anos e sofre da síndrome de Kabuki, que retarda o desenvolvimento mental e motor. Ele recebe tratamento na AACD há pouco mais de um ano.

O Ministério da Saúde manifestou que repassa R$ 11 milhões por ano para que a prefeitura financie serviços de atendimento ao deficiente como a AACD.

A Secretaria Municipal de Saúde disse que está discutindo com a AACD a transformação dessas unidades que fecharam em centros especializados de reabilitação, administrados pela prefeitura.

O Ministério Público do estado informou que abriu um inquérito civil para investigar a situação das unidades.

(g1.globo.com)

No primeiro parágrafo do texto, o sinal indicativo de crase (em destaque) foi corretamente empregado:


A

no contexto em que aparece, e poderia ser acertadamente mantido mesmo que a palavra "criança" fosse substituída, por exemplo, pela palavra "menino".


B

já que simboliza graficamente a presença de uma preposição "a", regida pelo substantivo "assistência", e de um artigo "a", caracterizando o sintagma "criança deficiente".


C

embora não tenha qualquer relação com o gênero do substantivo que o "à" craseado precede, porquanto este se justifica, somente, pela obrigatoriedade de uma preposição.


D

no contexto em que aparece, e poderia ser acertadamente mantido mesmo que se usassem as formas plurais "crianças deficientes".


E

por conta da fusão de dois elementos morfológicos, no entanto não se podem identificar quais são os elementos fundidos na forma do referido "à" craseado.