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Em “quando soube que o filho nunca andaria”, o “que”...

Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.


Cadeirante supera expectativa de vida e vira praticante de esportes radicais

Garoto do DF pratica basquete, natação, skate e tem tempo para namorar. Médicos disseram que ele não passaria dos 2 anos e recomendaram aborto.


Mateus Moreira, de 14 anos, nascido na cidade de Brasília, exibe com orgulho as mãos calejadas de andar de skate: por conta de uma malformação congênita, ele nunca conseguiu movimentar as pernas. Nem por isso ele deixa de fazer manobras na prancha ou de praticar stand-up paddle, vela adaptada, basquete e natação. Além dessas atividades, ele ainda arruma tempo para estudar, tocar bateria e sair com a namorada, com quem se relaciona há sete meses.

Adriana Moreira, mãe do garoto, estava grávida quando soube que o filho nunca andaria por conta da mielomeningocele, o tipo mais grave de espinha bífida. A doença impede que os ossos da coluna vertebral se desenvolvam adequadamente durante a gestação. O médico disse a ela que a criança não sobreviveria por mais de dois anos e recomendou o aborto. Ela não concordou.

“A princípio, a gente fica chocado. Sempre espera que o filho seja perfeito”, diz ela. “Mas o susto maior foi na hora da notícia. Depois, pensei: se Deus mandou para mim é porque sou capaz.” “E hoje, estou aqui”, emenda o menino, orgulhoso.

Desde que nasceu, o garoto já passou por cinco cirurgias. A primeira, sete dias após nascer, para fechar a coluna e proteger a medula. Por conta do procedimento, ele desenvolveu hidrocefalia e, uma semana depois, fez outra operação para colocar uma válvula para drenar o acúmulo de líquido no crânio.

Decidida a oferecer uma boa qualidade de vida para o filho, Adriana passou a pesquisar sobre a mielomeningocele, mas não encontrou muitas informações. “Só via menino com cabeça grande, não conseguia ver uma pessoa que poderia se desenvolver. Foi então que me disseram: Olha, se ele tiver a mente boa, ele vai para onde quiser”, diz.

A mãe decidiu então que não deixaria o filho parado em casa e que faria tudo para incentivar ele a ser independente. Ela o matriculou em escolas comuns e o incentivou a praticar esportes desde pequeno. Aos três meses, teve as primeiras aulas de natação, que ajudaram a fortalecer a musculatura dos braços. Depois, passou à equoterapia. A atividade física o ajudou a se sentir autoconfiante e a fazer novos amigos.

Adriana conta que quando Mateus era criança, as pessoas olhavam com pena na rua. “Íamos para o supermercado, shopping, e todo mundo olhava e perguntava: tadinho, o que ele tem, por que está na cadeira de rodas?”, diz. Mateus, no entanto, diz que nunca se sentiu vítima e que "nada é impossível".

(g1.globo.com)

Em “quando soube que o filho nunca andaria”, o “que” classifica-se, morfologicamente, como conjunção integrante. Isso também ocorre em:


A

Desde que nasceu, o garoto já passou por cinco cirurgias.


B

Só via menino com cabeça grande, não conseguia ver uma pessoa que poderia se desenvolver.


C

A mãe decidiu então que não deixaria o filho parado em casa e que faria tudo para incentivar ele a ser independente.


D

Aos três meses, teve as primeiras aulas de natação, que ajudaram a fortalecer a musculatura dos braços.


E

Íamos para o supermercado, shopping, e todo mundo olhava e perguntava, 'tadinho, o que ele tem, por que está na cadeira de rodas?