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A palavra “supostamente”, utilizada pelo autor na linha 14...

Khruschov anunciou que não tomaria parte na

disputa para chegar à Lua, mas seu país

continuava na frente. Os russos enviaram a

primeira mulher ao espaço – Valentina

Tereshkova – e conseguiram que um de seus

astronautas saísse da nave e passeasse no

cosmos. Além disso, apenas um astronauta

soviético perdeu a vida durante a primeira

década de viagens espaciais. Para milhões de

pessoas, a corrida espacial tornava-se

fascinante quando tinha como destino pontos

familiares do céu. O planeta Marte foi um dos

primeiros. Com um décimo da massa da Terra,

Marte supostamente abrigava organismos

vivos. Foi Giovanni Schiaparelli, em seu

observatório nos arredores de Milão, quem

examinou Marte em 5 de setembro de 1877, dia

em que o planeta estava próximo da Terra e a

atmosfera sobre aquela cidade industrial estava

limpa. Focalizando o distante astro com seu

telescópio, acreditou ter avistado o contorno de

41 longos canais ou leitos de rio. Se fossem

canais, argumentou, deveriam ser “obras de

seres inteligentes”. A tão aguardada

oportunidade de inspecionar os misteriosos

canais chegou em 1965, quando uma nave

norte-americana não tripulada, a Mariner 4,

voou perto de Marte. Seus instrumentos não

detectaram sinal de vida. Tal resultado foi

confirmado onze anos mais tarde, quando dois

robôs desceram, até a superfície do planeta.

Milhares de fotografias e outras imagens

transmitidas para a Terra revelaram um terreno

frio e avermelhado, coberto de pedras e

assolado por fortes ventos. Os preparativos

para o pouso na Lua continuaram à custa de

muito dinheiro. Por fim, em 16 de julho de

1969, na Flórida, um grande foguete, o Saturno

V, foi lançado, levando uma espaçonave

tripulada por três norte-americanos. Cinco dias

mais tarde, Neil Armstrong pisou na superfície

da Lua, tendo seus vagarosos passos

observados por milhões de pessoas pela

televisão.(BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve

História do Século XX. 2 ed. São Paulo:

Fundamento, 2011, p. 220).

A palavra “supostamente”, utilizada pelo autor na linha 14 do texto, é considerada um advérbio de:


A

negação.


B

dúvida.


C

tempo.


D

afirmação.


E

lugar.