Releia a passagem e responda: “Adiantaria alegar que não fui eu quem pintou o urubu de preto?” A respeito dessa declaração, podemos afirmar o seguinte:
A ironia não é cabível, haja vista que foge inteiramente à linha argumentativa da composição.
A inserção de uma ave – o urubu – acrescenta um elemento estranho ao texto, ensejando incoerência nas ponderações.
O narrador brinca com as palavras e expressões e, num tom divertido, ironiza e dá leveza ao texto.
Não faz qualquer sentido inserir o verbo “pintar”, cujo campo semântico contrasta na estrutura compositiva.
A admissibilidade de impotência do narrador atesta sua resignação com a força imponderável do dito em contrário.