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Instrução: As questões de números 01 a 20 referem-se ao texto abaixo.
ESQUELETOS TAMBÉM FALAM!
01 É claro que esqueletos não falam como nós, mas eles oferecem evidências científicas! Ou
02 seja: informações que são estudadas por um antropólogo forense e que ajudam o investigador
03 (o detetive) a identificar a vítima de um crime e a causa da sua morte, por exemplo. Ou
04 informações sobre o suspeito do crime. Essa ajuda dos antropólogos forenses é necessária,
05 principalmente, quando os métodos tradicionais de investigação, como vestígios de sangue e
06 marcas digitais em objetos, não são suficientes. Além da curiosidade, o antropólogo forense
07 precisa ter paciência e olhar muito atento aos detalhes. Onde uma pessoa comum vê apenas
08 ossos ou fragmentos, o antropólogo forense vê um mundo de informações científicas.
09 Para entendermos o que ele faz, é preciso saber antes o que é antropologia. A palavra vem
10 do grego: anthropos significa ‘homem’, e logos quer dizer ‘estudo’. Traduzindo… antropologia é a
11 ciência que estuda o ser humano dentro da sociedade em que ele vive. Já o termo ‘forense’ vem
12 do latim forum, que significa ‘praça pública’. Na Roma antiga, as praças serviam como local de
13 reunião para julgamentos e a__embleias populares. Daí a ideia de que ‘forense’ tem a ver com a
14 lei. Basicamente, investigação de crimes.
15 A antropologia forense tem métodos e técnicas próprias para ajudar a resolver esses
16 crimes. Geralmente, ela é usada para investigar casos em que há mortos. As informações vêm
17 dos esqueletos, lembra △ Aplicando os conhecimentos da antropologia forense, é possível fazer
18 os esqueletos “falarem” quem eles eram. O antropólogo forense analisa os ossos e, para isso, os
19 observa bem com lupas, usa ferramentas específicas para medir os ossos e analisa os
20 fragmentos em vários exames, como a radiografia.
21 Mas os conhecimentos da antropologia forense não valem apenas nos casos de mortos.
22 Eles também ajudam na identificação de pessoas. Podem ajudar a descobrir quem são as
23 pessoas flagradas em vídeos de câmeras de segurança praticando crimes, por exemplo. Isso se
24 faz pela análise das feições de suspeitos. E a antropologia forense pode ser útil para salvar
25 inocentes também! Pela mesma co__binação de informações, pode-se desfazer o engano de
26 alguém que esteja sendo acusado injustamente. Também é possível indicar a idade de crianças
27 que se perderam dos pais, como em situações de deslocamentos forçados, causados por guerras
28 pelo mundo.
29 No Brasil, a antropologia forense tem muito caminho a percorrer. Ainda não temos essa
30 especialidade com técnicas e métodos brasileiros. Em países como Estados Unidos, Portugal,
31 França, Itália, Inglaterra, Hungria, Argentina e Peru, por exemplo, a antropologia forense avança
32 há mais tempo. Mas quer saber a boa notícia? Aos poucos, essa ciência está conquistando
33 espaço em locais de ensino e investigação por aqui. Já existem cursos de especiali__ação e até
34 centros de pesquisa. Em algumas universidades e Institutos Médicos Legais, onde os mortos em
35 crimes são examinados, há grupos fazendo estudos para criação de métodos e técnicas
36 adequadas à nossa realidade. E muitos especialistas estrangeiros têm participado desse
37 movimento no Brasil! A divulgação dessa ciência é importante para que futuros pesquisadores
38 conheçam e se interessem por ela. Afinal, a antropologia forense pode ser essencial onde só o
39 que resta é… um esqueleto! Que pode ter muito a nos contar!
Fonte: http://chc.org.br/artigo/esqueletos-tambem-falam/ – Texto adaptado
Quantas consoantes e vogais tem a palavra “antropologia”?
8 consoantes e 4 vogais.
7 consoantes e 5 vogais.
6 consoantes e 6 vogais.
5 consoantes e 7 vogais.
4 consoantes e 8 vogais.