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No último parágrafo do texto, em – … os estonianos não se...

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.


Estônia tem governo quase 100% digital



A menor das três repúblicas bálticas, a Estônia é hoje considerada um dos grandes laboratórios do mundo em matéria de digitalização e transparência de dados. Lá, apenas três serviços ligados ao governo ainda demandam a presença física de seus cidadãos. Casamentos, divórcios e transferências de titularidade de um imóvel ainda requerem uma testemunha juramentada. Todo o resto pode ser feito pela internet, incluindo criar uma conta em banco, abrir uma empresa ou até mesmo escolher representantes políticos.

Dos 1,3 milhão de estonianos, 99% possuem uma espécie de RG digital, um documento com um chip que lhes garante acesso a mais 500 serviços do governo, incluindo acesso ao sistema de saúde e ao transporte público.

Primeiro a vantagem. O sistema, de fato, torna todos os processos públicos muito mais rápidos. Na Estônia, é possível abrir uma empresa em impressionantes 15 minutos. Uma conta em banco leva um pouco mais de tempo: 24 horas. Sem contar o acesso ao amplo sistema de benefícios estatais. A saúde é pública, o transporte é grátis e, com o documento digital, o governo subsidia até a compra de medicamentos na farmácia – o benefício pode chegar a 50%.

Agora, a desvantagem. Todas as vezes que um estoniano saca seu RG digital para um serviço, ele registra a movimentação na rede estatal, que passa a ter a posse da informação. Além disso, em tese, qualquer cidadão pode consultar os dados de outro estoniano, mediante solicitação prévia e intermediação do governo.

O Estado* acompanhou a consulta no perfil do primeiro ministro da Estônia, Jüri Ratas. Viu seus três imóveis, onde estão e quanto custam. “Está tudo aqui, é só consultar”, afirma a funcionária do governo digital da Estônia, Harle Pihlak. Assunto polêmico? Não para os locais. Segundo o cientista de computação Edilson Osorio, que mora há dois anos naquele país, os estonianos não se preocupam com a privacidade, mas “os estrangeiros ficam ressabiados com tanta exposição”.

(Renato Jakitas. O Estado de S. Paulo, 01.03.2020. Adaptado)

* Jornal o Estado de S.Paulo.

No último parágrafo do texto, em – … os estonianos não se preocupam com a privacidade, mas “os estrangeiros ficam ressabiados com tanta exposição” –, o trecho destacado pode ser substituído, em conformidade com as ideias do texto e com a regência verbal e nominal padrão, por


A

desdenham a privacidade, mas “os estrangeiros ficam desconfiados a tanta exposição”.


B

são indiferentes da privacidade, mas “os estrangeiros ficam cismados com tanta exposição”.


C

não dão importância à privacidade, mas “os estrangeiros ficam receosos de tanta exposição”.


D

não negligenciam com a privacidade, mas “os estrangeiros ficam incomodados de tanta exposição”.


E

não valorizam a privacidade, mas “os estrangeiros ficam alheios a tanta exposição”.