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Leia o poema a seguir para responder às questões 05, 06 e 07.
Rio Abaixo
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga...
Quase noite. Ao sabor do curso lento
Da água, que as margens em redor alaga,
Seguimos. Curva os bambuais o vento.
Vivo há pouco, de púrpura sangrento,
Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga
A derradeira luz do firmamento...
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.
Um silêncio tristíssimo por tudo
Se espalha. Mas a lua lentamente
Surge na fímbria do horizonte mudo:
E o seu reflexo pálido, embebido
como um gládio de prata na corrente,
Rasga o seio do rio adormecido.
(Olavo Bilac, Poesia reunida, 1996)
O poema “Rio abaixo” apresenta alguns casos de hipérbato, que consiste na inversão da ordem direta da oração (sujeito, verbo, complementos). Nesse sentido, assinale a alternativa que NÃO apresenta um hipérbato.
A noite apaga a derradeira luz do firmamento.
Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga.
Vivo há pouco, de púrpura sangrento, desmaia agora o Ocaso.
Curva os bambuais o vento.
Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.