Imagem de fundo

O poema “Rio abaixo” apresenta alguns casos de hipérbato...

1
Q1730584
Teclas de Atalhos
Compartilhar

Leia o poema a seguir para responder às questões 05, 06 e 07.


Rio Abaixo


Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga...

Quase noite. Ao sabor do curso lento

Da água, que as margens em redor alaga,

Seguimos. Curva os bambuais o vento.


Vivo há pouco, de púrpura sangrento,

Desmaia agora o Ocaso. A noite apaga

A derradeira luz do firmamento...

Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.


Um silêncio tristíssimo por tudo

Se espalha. Mas a lua lentamente

Surge na fímbria do horizonte mudo:


E o seu reflexo pálido, embebido

como um gládio de prata na corrente,

Rasga o seio do rio adormecido.


(Olavo Bilac, Poesia reunida, 1996)

O poema “Rio abaixo” apresenta alguns casos de hipérbato, que consiste na inversão da ordem direta da oração (sujeito, verbo, complementos). Nesse sentido, assinale a alternativa que NÃO apresenta um hipérbato.


A

A noite apaga a derradeira luz do firmamento.


B

Treme o rio, a rolar, de vaga em vaga.


C

Vivo há pouco, de púrpura sangrento, desmaia agora o Ocaso.


D

Curva os bambuais o vento.


E

Rola o rio, a tremer, de vaga em vaga.