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Em relação ao uso do acento indicativo de crase no excerto...

O texto a seguir serve de referência para as questões 01 a 06.


Pessoas reconhecem mais nomes do que rostos


01 Está no senso comum que somos terríveis para lembrar nomes. As festas de Natal, por exemplo,

comprovam isso: todo ano acontece a experiência constrangedora de esquecer o nome daquela

prima de segundo grau. E aí sempre vem a desculpa “sou péssimo com nomes”.

Mas cientistas da Universidade de York, na Inglaterra, afirmam que essa impressão é falsa:

05 segundo eles, lembramos muito mais de nomes do que de rostos. O problema está em

confundirmos duas coisas: reconhecimento e recordação. Segundo os pesquisadores, os

seres humanos são, por natureza, melhores em reconhecer do que em lembrar.

Os psicólogos fazem uma distinção entre esses dois tipos de recuperação da memória.

Segundo eles, o reconhecimento refere-se à nossa simples capacidade de tratar um evento

10 ou informação como sendo familiar, enquanto a recordação exige a recuperação de detalhes

específicos. Isso mostra por que é fácil esquecer o nome daquela prima de segundo grau:

como você já a viu em várias festas de Natal, sua mente a reconhece como familiar. Mas o

nome dela, algo que exige mais da sua memória, é mais difícil recordar.

Agora, e se rostos e nomes fossem colocados no mesmo patamar de memória? Foi isso que os

15 cientistas fizeram: projetaram um “teste justo”, colocando demandas iguais na capacidade

dos participantes de reconhecer rostos e nomes.

Para o estudo, os participantes tiveram um período de tempo específico para memorizar

rostos e nomes desconhecidos. Num segundo momento, os nomes e os rostos apareciam

novamente – e os voluntários tinham de dizer quais já tinham visto.

20 Depois disso, os pesquisadores repetiram o teste, mas desta vez complicando um pouco:

eles mostraram aos participantes diferentes imagens dos mesmos rostos e os nomes em

diferentes tipos de letra. Isso, segundo os cientistas, era para tornar o teste o mais realista

possível, já que os rostos reais aparecem de formas relativamente diferentes (por conta de

ângulos, iluminação e penteado, por exemplo) cada vez que você os vê.

25 Resultado: os participantes reconheceram 73% dos rostos e 85% dos nomes. Quando o

experimento foi dificultado, a diferença foi maior: as pessoas reconheceram 64% dos rostos

e 83% dos nomes.

“Nosso estudo sugere que, enquanto muitas pessoas podem ser ruins em lembrar nomes, elas

provavelmente serão ainda piores em lembrar rostos. Isso irá surpreender muitas pessoas”,

30 diz Rob Jenkins, coautor do estudo. “Nossas experiências de vida com nomes e rostos nos

enganaram sobre como nossas mentes funcionam, mas se julgarmos os dois nos mesmos

patamares de memória, começamos a ver uma imagem diferente.”


Fonte: LUISA, Ingrid. Pessoas reconhecem mais nomes do que rostos. Superinteressante. Disponível em: <https:// super.abril.com.br/ciencia/pessoas-reconhecem-mais-nomes-do-que-rostos/>. Acesso em: 09 jan. 2019 (adaptado).

Em relação ao uso do acento indicativo de crase no excerto “[...] o reconhecimento refere-se à nossa simples capacidade de tratar um evento ou informação como sendo familiar [...]” (linhas 9-10), assinale a alternativa INCORRETA:


A

O uso do acento grave, em parte, justifica-se devido à regência do verbo “referir-se”, que exige como complemento um objeto indireto regido pela preposição “a”.


B

Deveria ser retirado o acento grave se o vocábulo “capacidade” fosse substituído pela palavra “talento”.


C

O acento grave poderia ser retirado sem prejuízo para a correção gramatical do texto, visto que seu emprego é facultativo para o contexto em questão.


D

Retirando-se o acento indicativo da crase desse enunciado, o “a” deve ser classificado morfologicamente como artigo.


E

Pluralizando-se o vocábulo “capacidade”, é necessário que se retire o acento grave ou que se pluralize o termo (“às”) para a manutenção da correção gramatical.