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Leia o poema a seguir. Não fui, na infância, como os outros...

Leia o poema a seguir.

Não fui, na infância, como os outros

e nunca vi como outros viam.

Minhas paixões eu não podia

tirar de fonte igual à deles;

e era outra a origem da tristeza,

e era outro o canto, que acordava

o coração para a alegria.

Tudo o que amei, amei sozinho.

Assim, na minha infância, na alba

da tormentosa vida, ergueu-se,

no bem, no mal, de cada abismo,

a encadear-me, o meu mistério.

Veio dos rios, veio da fonte,

da rubra escarpa da montanha,

do sol, que todo me envolvia

em outonais clarões dourados;

e dos relâmpagos vermelhos

que o céu inteiro incendiavam;

e do trovão, da tempestade,

daquela nuvem que se alterava,

só, no amplo azul do céu puríssimo,

como um demônio, ante meus olhos.

(Edgar Allan Poe. Só.)


Por motivos diversos, elementos sintáticos, como o sujeito ou os objetos de um verbo, podem ser ocultados na oração (a chamada elipse). No caso do poema apresentado, devido às características específicas da composição poética, o sujeito do verbo “vir” (linha 13) ficou elíptico, mas ele já havia sido citado no texto. O sujeito dessa forma verbal é


A

“minhas paixões” (linha 3).


B

“o coração” (linha 7).


C

“o meu mistério” (linha 12).


D

“como um demônio” (linha 22).