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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 07.
A linguagem cinematográfica
Quem assiste a cinema hoje está longe de imaginar o longo e árduo processo em que consistiu o desenvolvimento da linguagem cinematográfica, desde que os irmãos Lumière exibiram o seu precário Saída dos Operários da Fábrica no Grand Café de Paris, em 28 de dezembro de 1895, oficialmente a primeira sessão de cinema do mundo.
Uma ilustração bem instrutiva do desenvolvimento da linguagem do cinema é a que diz respeito, por exemplo, ao emprego da câmera. De início completamente estática, somente aos trancos e barrancos foi a câmera adquirindo a mobilidade que tem hoje. Nos primeiros tempos do cinema mudo, filmava- -se com a câmera imóvel posta diante de um cenário onde tudo acontecia, como num palco teatral. Nessa época, ver a imagem se movendo na tela já era suficientemente divertido, quando o ponto de contraste para isso era o estaticismo da fotografia.
Foi o americano D. W. Griffith (1875-1942) quem sistematizou, na prática, o uso do que chamamos hoje planificação, angulação e enquadramento (a variação da posição da câmera com relação ao elemento filmado). Na verdade, Griffith não foi o primeiro a variar a posição da câmera, mas foi, sim, o pioneiro nessa sistematização. O espectador que já recebeu a linguagem cinematográfica “feita” – embora ainda hoje ela continue “fazendo” a si mesma! – nem cogita das difíceis querelas entre Griffith e os colegas de produção da década de 10, quando ele insistia, por exemplo, em que podia interromper a ação, geralmente filmada em plano de conjunto, para aí intercalar o rosto de um ator, tomado em primeiro plano. A produção alegava que tal prática era absurda, e que confundiria os espectadores, que a recusariam como incompreensível. Griffith, por sua vez, argumentava que o público a entenderia perfeitamente, pois, no geral, era assim que funcionavam os processos narrativos na literatura de ficção. Conforme sabemos, o seu modelo era o popular romance de Charles Dickens, superlido no final do século passado. O resultado dessa polêmica, já o conhecemos, com a vitória da intuição genial sobre o medo do novo.
(João Batista de Brito. Imagens Amadas. São Paulo: Ateliê Editoral, 1995. Adaptado.)
A alternativa que está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa no que se refere à concordância verbal é:
Haviam membros da equipe de produção que eram contrários às mudanças da linguagem cinematográfica.
Nos primórdios do cinema, quando este ainda era mudo, filmava-se como se tudo estivesse ocorrendo num palco de teatro.
Alguns alegavam que seria pouco inteligível para os espectadores as mudanças de plano proposto por Griffith.
Teatro, fotografia, literatura, toda forma de arte serviam como inspiração para o cinema.
Todas as movimentações de câmera eram permitidas, desde que fosse compreensíveis para os espectadores.