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Leia o texto para responder às questões de números 02 a 10.
Educação na pandemia
Segundo a Unesco, 1,6 bilhão de estudantes (mais de 90% dos estudantes de todo o mundo) foram afetados com o fechamento de escolas e universidades. Na educação básica, além dos problemas colaterais – como repor refeições nutritivas, aliviar a carga dos pais, dar suporte emocional às crianças –, há os desafios pedagógicos. Para enfrentá-los, o Todos pela Educação elaborou uma nota sobre a Educação na Pandemia estruturada em quatro mensagens.
A primeira é que o ensino a distância traz soluções, mas, considerando seu efeito limitado, é preciso planejar a normalização. Por meio de medida provisória, o governo federal flexibilizou o cumprimento dos 200 dias letivos, desde que mantida a carga horária mínima. Mas ainda há questões em aberto sobre o ensino remoto: como programar as atividades; que tipos de atividade devem contar para fins de equivalência; como será programado o calendário de exames nacionais, etc.
A segunda mensagem é que será preciso uma estratégia para mitigar as condições heterogêneas de acesso à rede digital. No Brasil, 99% dos estudantes da classe A têm acesso à rede, mas nas classes D e E são apenas 40%. O dado pede medidas que flexibilizem a disponibilização de internet às comunidades vulneráveis. O telefone celular, presente em 84% dos domicílios D e E, é um dispositivo-chave. Além disso, rádio e TV, com uma penetração de 96% nos domicílios brasileiros, podem ser decisivos.
A terceira mensagem é que ensino a distância não é sinônimo de aula online. Há diferentes formas de estimular a aprendizagem remota, como a resolução de problemas complexos e a investigação e construção colaborativa do conhecimento. Um artigo do Fórum Econômico Mundial aponta que “a pandemia é uma oportunidade para nos relembrar das habilidades que os estudantes precisam nesse mundo imprevisível, como decisões embasadas, solução criativa de problemas e, talvez, acima de tudo, adaptabilidade”. É também uma oportunidade para testar sistemas de inteligência artificial que auxiliam estudantes com seus problemas específicos.
A última mensagem é de que, mesmo a distância, a atuação dos professores é central. A tecnologia pode “elevar o papel dos professores de transmissores do conhecimento adquirido para cocriadores de conhecimento”, disse Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE. É também o momento de estimular plataformas colaborativas entre os professores que viabilizem o compartilhamento de materiais, experiências e avaliações.
(“Educação na pandemia”. Editorial. https://opiniao.estadao.com.br. 19.04.2020. Adaptado)
Leia a charge.

(Chargista Cazo. https://chargeonline.com.br)
Lendo-se a charge e comparando-se as informações nela presentes com as do editorial do Estadão, conclui-se corretamente que a situação apresentada
ratifica a ideia de que as condições de acesso à rede digital são heterogêneas entre as classes.
torna flagrante o fato de que 99% dos estudantes da classe A têm acesso à rede digital.
desqualifica a afirmação de que o telefone celular seja um dispositivo-chave.
põe em dúvida se, nas classes D e E, são apenas 40% de alunos com acesso à internet.
nega a necessidade de disponibilizar a internet para as comunidades vulneráveis.